terça-feira, 22 de maio de 2007

Amor... ganda m****

Messenger Dezembro 2006:

(...)
AlfmaniaK: um pionese pica o dedo e sentimos dor
AlfmaniaK: ao contrário do amor, nós sabemos e percebemos porque sentimos dor
AlfmaniaK: porque o pico despertou um nervo cuja reacção é enviar a informação de dor para o cérebro para que este reaja de maneira a que possamos acabar com essa dor
AlfmaniaK: no amor
AlfmaniaK: tu conheces uma pessoa
AlfmaniaK: falas com ela
AlfmaniaK: sem se perceber porquê um beijo a essa pessoa tem um sabor diferente
AlfmaniaK: a voz dessa pessoa é diferente
AlfmaniaK: toda essa informação é enviada para o cérebro
AlfmaniaK: mas sem percebermos porquê chamamos a isso amor

AMIGA: «o comportamento da pessoa abandonada se parece com o do drogado na falta de morfina: ansiedade permanente, insônia, irritação, problemas diversos seguidos de uma fase de apatia, prostração e desinteresse pelo mundo.» porra! tudo se resume a anfetaminas

AlfmaniaK: não há fumo sem fogo
AlfmaniaK: as nossas reacções são em última análise físicas
AlfmaniaK: gostava era de saber o que age em função do quê

AMIGA: pois então, não há amor? é tudo inventado pelo nosso hemisfério direito que é o da emoção, da intuição e da estética. certo?

AlfmaniaK: sim, deve ser isso
AlfmaniaK: tal como Deus
AlfmaniaK: é inventado

AMIGA: então é isso, como tu dizes, primeiro o contacto físico que suscita então o emocional depois, ganda merda!
(...)


...pois, ganda merda.
Esta conversa desenvolveu-se à volta das seguintes leituras:
O amor é uma "Droga"
I get a kick out of you (Love Science)
Achei graça à forma como se descobre que afinal, a realidade, não é mais do que alguns neurónios e manifestações cerebrais a deitar por terra aquilo que era do coração. A nossa consciência é o máximo!

8 comentários:

  1. Simplesmente genial.
    Uau, mais elogios.

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  2. Mau
    Uau!

    (isto é que foi um comentário resposta ao teu estilo, não é?)

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  3. Ai o amor, o amor.
    Sim, basicamente são mesmo questões neurológicas. Há explicação para tudo. Mesmo paraa quilo a que não sabemos dar explicação. Usamos as palavras para catalogar os sentidos, o que sentimos, o que achamos que sentimos. Sobre umas coisas, temos controle, sobre outras menos. (hoje estou um pouco baralhada)
    *

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  4. Insideout
    Baralhada ou não, é isso mesmo. Tudo tem explicação. Infelizmente, algumas noções estão tão enraízadas que custa acreditar que é mais físico que teórico.

    Mau
    Eu não ando, eu deslizo!

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  5. Tu assim tiras o encanto à coisa!!!

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  6. Não és nenhuma princesa...

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  7. Mau/

    Pois não!!!
    E quem disse que eu era uma princesa???

    Eu sou uma rainha!!!!

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