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sábado, 17 de novembro de 2007

Tão limitados, tão pequeninos, tão... iguais!

...e tu imaginas até onde?

Criatividade.

Procuro ser criativo. Neste momento, por motivos diversos, tenho uma necessidade urgente em conseguir meter a imaginação a trabalhar a todo o vapor - ou suor!

Isto serviu para recordar algo que já tinha pensado antes: a imaginação tem limite?

 

Claro que sim. A nossa imaginação está condicionada pelo nosso universo pessoal. Por tudo aquilo a que somos conscientes.

O facto de sermos inteligentes - ou racionais - ilude sugerindo que a imaginação, quando fértil, é ilimitada. O mix resultante dos vários elementos, ou fracções destes, que estão acessíveis à nossa consciência, parecem apresentar universos novos. Completamente novos e nunca antes imaginados.

Posto isto, concluiria que a imaginação deveria ser infinita, dadas as milhares de combinações possíveis. Até porque à medida que criamos elementos fictícios, estes passam a servir de matéria de fusão para criar novos universos. também imaginados. E isto parece-me criar um círculo infinito.

 

Não contente, e convencido que a imaginação é limitada, a partir da conclusão anterior tentei exercitar a imaginação com um método muito simples, para ver o que se esgotava primeiro: A imaginação ou a paciência de imaginar.

O exercício simples era o seguinte: imaginar o futuro. Sem limites, sem regras... imaginar o futuro continuamente. Começando por imaginar naves, colónias espaciais, etc... cheguei a um limite em que não sabia que mais inventar. De forma a dar continuidade à imaginação, verifiquei que, a conclusão anterior, em vez de resultar num círculo criativo infinito, resulta num ciclo.

A imaginação deixa de criar, e repete-se compulsivamente.

Compulsivamente!

 

Experimenta:

1º Imagina o futuro (naturalmente será um pouco em função da ficção já existente: espaço, naves, etc)

2 Continua a imaginar o futuro desse futuro... (talvez contacto com novas vidas, novos modelos governativos aplicado a universos)

3º Futuro do anterior? (Descoberta de universos paralelos?)

4º Destruição, holocausto, fim ?

5º Renovação da criação do universo... reinício da vida na terra...?

6º Homem, ou outro ser (mas estupidamente similar no processo evolutivo)

7º E daqui para a frente posso continuar a inventar, porém já em repetição da minha consciência... e tu?

 

Concluo que somos muito mais limitados do que julgamos. Mas quem é que o reconhece? No meio disto apenas pergunto, qual era o truque de fulanos como Da Vinci ou Júlio Verne?

sábado, 3 de novembro de 2007

Porque perguntar não ofende!

Sim? Não? Porquê?

Fazer uma pergunta é fácil. Responder também.
Fazer uma pergunta difícil é menos fácil. Responder continua a ser fácil.
Fazer a pergunta certa no momento certo é complicado. Responder não.

A resposta é sempre possível. Basta haver uma pergunta para haver uma resposta. Certa ou errada, a resposta existe. E porque perguntar não ofende, vou colocar uma pergunta que já coloquei em tempos e que não tive nenhuma resposta satisfatória.

Numa só palavra, consegues responder a esta pergunta sem um "sim" ou um "não", de forma objectiva?

Responder aqui!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Estou Maravilhado!!

Que o cérebro esteja a ser alvo de inúmeros estudos já era sabido. Que estes já revelaram muita conclusão acerca de capacidades hipotéticas também já não era novidade. Daí a apresentarem uma simples imagem para determinar o uso que dás ao cérebro... acho fascinante!!!!

Sei que fico maravilhado com pouco, mas isto atraiu-me. Segundo as instruções (que se seguem mais abaixo) consoante a percepção da rotação da mulher, podes avaliar se usas o lado direito ou esquerdo do cérebro.

i.e.: Se estiver a ler ou for dado às letras então verá a mulher rodar no sentido oposto aos ponteiros. Se estiver a imaginar algo, ou a cantar (?) então a mulher sugere rodar no sentido dos ponteiros....
Está giro!

Não deposito grande credibilidade nisto, mas não deixo de estar fascinado com o raio da imagem.
Pessoalmente, à primeira vez que olhei a imagem pareceu-me rodar no sentido oposto aos ponteiros. Depois, com um pouco de concentração e esforço lá a vi a rodar no sentido correcto (ponteiros)... agora consigo vê-la a rodar no sentido que optar, sem dificuldades. Porra que a imagem está bem conseguida!!!!!




Teste do lado direito do cérebro Vs o lado esquerdo do cérebro... Vês a mulher rodar no sentido dos ponteiros do relógio, ou no sentido contrário destes?

Se vês rodar no sentido dos ponteiros, então usas, com maior frequência o lado direito do cérebro... e vice versa.
A maior parte de nós vê a mulher rodar no sentido oposto aos ponteiros, porém, com alguma concentração é possível observá-la mudar de sentido. Tenta por ti mesmo!

Testing... 1 2 3... Testing!


Sentido oposto aos ponteiros!Sentido dos ponteiros!

FUNÇÕES
DO LADO ESQUERDO
lógico
detalhado
factual
língua e palavra
presente e passado
matemática e ciência
compreende
conhece
aprende
percepção de padrões/lógica
reconhece o nome do objecto
base realista
constrói estratégias
prático
seguro
---
FUNÇÕES
DO LADO DIREITO
emocional
“imagem geral”
imaginativo
símbolos e imagens
presente e futuro
filosofia e religião
entende
acredita
aprecia
percepção espacial
reconhece a função do objecto
base fantasista
apresenta possibilidades
impetuoso (impulsivo)
arriscado

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Porque confio III

A relação entre o Outro eu com os outros tem algo de muito curioso: A reciprocidade.
A mímica é natural. É inato. E inconsciente!
Se sorrir recebo um sorriso de volta. É assim tão simples. Voluntário ou não, tudo o que é bom terá, regra geral, uma resposta agradável. Claro que isto depende da empatia envolvente, mas uma não depende exclusivamente da outra. Ou seja, a resposta não depende só da empatia.

A consciência de si permite brincar com isto. A reciprocidade tem truque... e em vez de pensar no bom, gosto de reparar no mau. Se alguém assume um comportamento negativo? A resposta é necessariamente negativa?
Com ou sem empatia, a negatividade na comunicação tem dois caminhos a seguir: ou sobe até explodir ou, face a uma resposta bem disposta, anula-se.
A questão de fundo que coloco é: Quem é reciproco a quem?
A importância disto permite compreender onde começa o truque.

Se eu mentir, é natural concluir que estou sujeito levar com falsas verdades. Talvez a obsessão seja minha. Talvez!
Não gosto que me mintam, por conseguinte, não minto. Não gosto de segredos, não gosto de ocultar o que é objectivo ou de importância relevante para mim. Com a reciprocidade, observo que consigo manter verdades. Se for verdadeiro, terei a verdade como resposta.
Sinto-me bem por saber que não vivo em realidades paralelas.

... é talvez por isto que confio! Odeio a mentira. Odeio a desconfiança. A partir do momento em que assumo as minhas responsabilidades, em que respondo por elas sem medo, não tolero que sejam diferentes em relação a mim. E isto faz de mim a pessoa mais idiota à face da terra. Eu sei que sou. Felizmente tenho noção desta parte, apenas custa ter noção do outro lado da verdade: A falsa verdade.
A reciprocidade é curiosa. E então... Porque confio?



Confio porque sou ingénuo!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Porque confio II

A sinceridade pressupõe a verdade. Mas uma mentira pode ela também ser sincera, e assim, quando é que é mentira, e não é verdade?
Regresso à estáca zero e pergunto-me, depois de tentar perceber porque se mente, afinal o que é uma mentira?
Mentira é uma realidade paralela.

Se considerar que há uma realidade e que esta é a verdade absoluta, a mentira será o paralelo cujo infinito (ponto de convergência) será o mentiroso. Vou fazer isto de forma figurativa:
Imaginemos uma linha de tempo contínua. Imaginemos duas pessoas: Eu e o mentiroso. Ambos estamos na mesma linha de tempo. Esta será a verdade absoluta.
Agora imaginemos um ponto X a meio da linha dada. Neste ponto estou eu e o mentiroso. Será o presente, a linha que está antes é o passado, e a que continua, evidentemente, o futuro.
As mentiras são sempre sobre algo que aconteceu ou que devia ter acontecido, por outras palavras, é sempre sobre o passado, portanto o paralelo é desenhado no passado. Imaginemos uma linha paralela com o passado, e a sua convergência será com o ponto X.
Esta linha de tempo, é para todos os efeitos, uma realidade. A partir do momento em que se mente, obtemos uma linha de tempo falsa, mas nada impede que exista (se não pudesse existir, a mentira não faria sequer sentido).
O mentiroso é o ponto de convergência, só ele tem noção de ambas as linhas de tempo. Eu permaneço na mesma linha de tempo, mas o mentiroso terá que perspectivar ambas as linhas de tempo de modo a sustentar a 2ª parte da linha. O futuro.
Eu estou confortável, o mentiroso não.

Portanto a mentira é uma realidade que não aconteceu, porém realidade.
Se eu omitir alguma coisa, é mentira? sim e não!
Não, porque não criei uma segunda realidade, apenas optei por não expor a minha linha de tempo. Já se alguém perguntar algo em concreto e mesmo assim omitir uma parcela, estou a criar uma segunda linha de tempo, no qual não existe essa parcela, e aqui já é mentira. Em todo o caso, é muito relativo. Convém haver objectividade para determinar se é ou não mentira, e como não pretendo ser entendido no assunto, prefiro optar por é mentira. Talvez porque se suspeito de algo, sou objectivo, pergunto até à exaustão para saber até que ponto a omissão se deve a uma parcela ou a um todo, em si, inocente...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

QI Vs QE

Ser inteligente permite gerir melhor as suas emoções?
Afinal qual a relação entre inteligência cognitiva e
inteligência emocional?


Eu e a Inteligência Emocional - Mira 03/2007

Sobre as emoções, a minha posição é, tal como a de todos, basicamente empírica. E tendo dúvidas sobre qual a origem das emoções: exterior, racional ou física/biológica, esta última parece ser a mais comum. E mesmo assim este ponto de origem não acontece forma isolado.
Em muitos casos (grande maioria) a nossa capacidade única de ser consciente auxilia à reacção e/ou expressão da emoção em si. Aliás, em última análise, a origem enquanto factor exterior (dor de picar-se num espinho) ou simplesmente racional (insulto voraz), resultam num desencadear de libertação, por exemplo da adrenalina, logo a origem da reacção emocional seria ela também física/biológica.
Depois no campo das emoções há aquelas que são completamente dúbias, dando como origem algo que a razão desconhece, porém cerebrais.
Ultimamente têm sido publicados estudos sobre qual a verdade sobre as emoções. Por exemplo o sentimento de paixão? É físico ou emocional? Vamos mais longe, o amor? É físico ou emocional?

Daniel Goleman e o livro "Inteligência emocional"... ainda não o li (ooops), mas já tive oportunidade de o folhear e tenho um ou dois apontamentos a fazer: É de 1995. Embora bem escrito, estruturado e de fácil leitura, ainda corresponde ao desabrochar da inteligência emocional. Está portanto um pouco fora de época. A ciência, há altura do livro, era muito virgem na área das emoções, de lá para cá já se fizeram estudos e continuam a ser feitos estudos.
Outro ponto a referir é que o livro sugeriu-me ser um pouco de coincidências, como os astros e afins. Isto é, ao ler o leitor identifica-se de imediato com o descrito sugerindo oportunamente que a solução neste caso ou naquele deveria ser assim ou assado. Algo que na maioria dos casos chegamos a essa mesma conclusão depois e tarde demais. Esta minha opinião sugere, então, que o livro tem algo de acertado, mas penso que é por isso mesmo que ele se revela um pouco falacioso.
Atenção, posso estar completamente enganado sobre o livro, recordo que ainda não o li e recomendo, vivamente, a sua leitura (eu vou lê-lo).

Agora sobre a capacidade de gerir ou não as emoções...
Bom, considerando que as emoções são algo de inevitavelmente físicas/biológicas, a nossa capacidade racional sobre elas é praticamente nula. Portanto se dói, dói mesmo, e não é ignorando que a dor passa (recordemos o picar de um espinho). Se há vergonha, é porque há e não é por pensar em evitá-la depois de assumida que deixamos de ruborizar... e finalmente, se alguém soprar ao ouvido umas palavras mais ternurentas, não será a racionalizar a situação que o ritmo cardíaco desacelera. Por outras palavras, não é por conhecer a solução do E8, não é por saber escrever partituras sejam elas de música ou de bits e bytes em C ou outro, nem por saber questionar as questões primárias da vida que algum dia o homem conseguirá gerir melhor ou pior as suas emoções.
A capacidade em controlar ou não as emoções, é na minha opinião, algo que obedece à consciência de cada um. Seria à consciência real de um contexto que em última análise irá influenciar a consequência. A emoção em si. A qual mais tarde pode ser racionalizada.
Gerir emoções não é fácil. Um exercício que proponho é no momento em que se sente ódio, ciúme ou raiva, tentem ter consciência do mesmo e banalizá-lo. É complicado! O que estamos a sentir, já o nosso cérebro reagiu, já temos o "sentimento" a correr pelas veias. Os terminais nervosos já estão alvoraçados. Gerir isto, parece-me ser humanamente impossível, senão estaria a ser hipócrita para comigo mesmo. Gerir o comportamento social sob estas condições é, igualmente, complicado.

Então quando é que as emoções e a inteligência se relacionam?
Depois e tarde demais... ou não. Se de facto soubermos usar a inteligência cognitiva para condicionar o comportamento préviamente (consciencializando-o), mais tarde, a mesma inteligência poderá condicionar as consequências das emoções, porém nunca estas.
Assim, parece-me claro, que indivíduos com uma inteligência acima da média tenham capacidade de gerir as emoções melhor, mas isto depende da sua capacidade de consciencialização. O paradoxo de que isto não se verifica em todos os que sugerem ser intelectualmente superiores diria que, pelo que tenho observado, é que quanto mais inteligente menos se acredita em si (a absorção exterior é maior que a absorção interior). Menos se tem noção do seu eu interior. Ter consciência das emoções, com uma noção errada de si mesmo é o suficiente para que a inteligência não lhe sirva de grande coisa, face a emoções mais cruas.
Mas em suma, sim, um QI elevado devería predispôr alguém a uma melhor capacidade de compreender e gerir as suas emoções...


Fica aqui uma impressão, para reflectir durante o fim de semana... opinem!
Obrigado Sílvia pelo bonito kodak!