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domingo, 5 de junho de 2011

Mania!



Detesto não ter razão!

Eu e toda a gente. Ninguém gosta de ter uma ideia errada das coisas, da sua realidade. Ninguém gosta de não ter razão. E eu compreendo isto, e concordo. Em primeiro lugar porque coloca em causa o meu argumento, e se o argumento é meu então houve legitimidade da minha parte para o usar. A sua contestação é descredibilizar a minha opinião ou leitura de um qualquer facto, tema ou o que for. Detesto não ter razão!

Posto isto é muito mais fácil colocar as culpas nos outros, naqueles que têm razão.
Nomes como prepotentes, arrogantes e estúpidos são os mais comuns atribuídos a esses que julgam ter a razão do seu lado. Sacanas!

Sacanas porque não contestam argumentos. Questionam! Truque baixo. Colocam em causa uma posição questionando as partes fracas de um argumento. E mais irritante é que sugerem adivinhar o futuro como se tudo fosse causa-efeito de qualquer coisa. Sempre linear. E evitam enganos brincando com hipóteses, como se tudo dependesse de escolhas, probabilidades estatísticas, padrões... Sacanas!

E o seu optimismo? Claro, sempre com razão, não podem dar parte fraca. Não pode haver negativismo na sua razão, esta é sempre segura, até prova em contrário, prova essa que constitui uma operação quase impossível de executar – é aqui que o que tem a mania cai no erro da teimosia idiota ou no refúgio de argumentos falaciosos...

Detesto não ter razão mas, curiosamente, identifico-me mais com os prepotentes, os arrogantes e estúpidos com a mania que têm a razão. E nem é porque eu esteja convencido que tenha a razão toda - a maior parte das vezes confesso ter dúvidas do que penso.

O que me motiva a defender os meus argumentos não é o detestar não ter a razão, mas sim porque adoro estar certo!

E com isto não significa que eu tenha razão. Isso é o tempo quem o deverá dizer!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ego do dia!

Hoje no meu ofício tive um dia bom!

Fui eficaz. Constatei que estive e estou à altura das expectativas para corresponder de forma bem positiva ao que me é exigido.
O que faço, não é o que queria. Sei disso. Por conseguinte, nem coloco a questão se gosto ou desgosto do que faço. Interessa-me saber que sou bom no que faço e como o faço. Acima de tudo, gosto de ter a noção que fui melhor que ontem!

 

O pior desta sensação, aparentemente boa, é que acaba por ser detestável porque o que faço não me interessa...

...em todo o caso, estive bem no meu ofício!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Homem, esse pequeno caos!

Trinómio de caos!

 

Um é pouco, dois é bom... três é demais.

Três... três... tudo é trio.

A engenharia propõe o triângulo como uma forma geométrica perfeita. A física descodifica o universo com leis: recorrendo ao reducionismo, três. A teologia cristã trinitária apresenta o uno em três.

Triângulo. Três. Vértices.

A Natureza obedece a regras que, a seu tempo, vão sendo definidas pelo homem. Elas já existem, porém o homem as definirá. Pressupostos? Falsos silogismos? Talvez... ainda assim, constituem a base do nosso entendimento.

O homem, tal como o observo, possui os seus triângulos. Os seus trinómios. Pai, mãe, filho. Avô, pai, filho. Desejo, vontade, acção. Fome, ar, vida. Suor, sangue, lágrimas. Inteligência, consciência, voz. (etc.)

De todas as formas em que três vértices são cúmplices, há uma que ao homem parece não aplicar-se. Não funciona... Simplesmente não funciona.

Egoísmo, inveja, ódio.

Este é um dos poucos conjuntos que me faz confusão, porque resume-se a três eus muito íntimos. Qualquer observação sobre relações, cujo triângulo, contenha um vértice deste trinómio, sumariamente, não funciona. E nestes casos a máxima “três é demais” faz todo o sentido, porém vai contra as leis da Natureza… onde o triângulo devia ser harmonioso.

O homem é conflituoso, não consegue, não pode ser harmonioso. Seria contra a sua natureza, tão peculiar que é!

Recordando a minha impressão sobre os meus Eus e como os identifico, o meu eu é egoísta, o outro eu é o invejoso, e, finalmente, o eu: O eu, que cada um reconhece em si, e não menos voltado para o seu umbigo. Assim, observo que os triângulos humanos, são formas de manifesta expressão egoísta:

Tu, ele, eu. Amor, amizade, eu. Eu, eu, eu!

 

Parece que o homem não se aguenta a si próprio. Excede-se em inconsciência.

Tudo gira à nossa volta. Somos a antítese da arquitectura que a física tenta decompor matematicamente. Somos o desequilíbrio voluntário da Natureza.

E porque escrevo sobre isto? Muito simplesmente porque fascina-me a forma como lidamos com o excesso de nós próprios. Precisamos de sofrer para ter consciência de que somos felizes, e acho curioso como a nossa forma “natural” de sofrer depende do excesso que levamos de nós próprios.

Mais interessante é a “fé”, ferramenta minuciosa, concebida para controlar e enfatizar os excessos de nós próprios. Somos pecadores e, lá está, inconscientes! A beleza do Homem está exactamente naquilo a que chamamos religião!

Recordando o início, sobre triângulos e a sua harmonia, coerentemente devíamos ser adeptos do equilíbrio gratuito que os triângulos das relações nos proporcionam, porém não conseguimos. Uns chamam-lhe ciúme, outros é espírito competitivo, outros dizem ser egocentrismo, etc. e tal… Em suma somos uns egoístas de primeira e defendemos a partilha, a igualdade e a paridade. Fascinante.

 

Não sei se ficar contente, ou não, por ser assim… mas concluo que o homem é um verdadeiro caos! Se as leis da física fossem decididas pelo homem, agora, ser-me-ia impossível dissertar sobre isto pois o triângulo não existiria, uma vez que… um é pouco, dois é bom e três… é demais, porém perfeito!

Obrigado All Mighty God!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Disparates

 

Pronto, confesso, tenho medo do meu blog.

Ao fim de um ano, tenho medo dele. Tenho medo de publicar o que escrevo.

Porquê? Porque alguém lê! Tão simples como isso. Agora que passou um ano desde que comecei este blog, confesso que sinto-me menos confortável em escrever aqui.

É um disparate, pois isto é um reflexo da minha falta de auto-estima, muito provavelmente associada a uma fase da vida qualquer, mas acredito que disparate maior, seria publicar coisas disparatadas. Pois assumo de ante-mão que ninguém vai perceber ou compreender o que pretendo dizer com o que penso.

Pior que isto, é considerar a remota hipótese de que o, que quer que escrevesse aqui, tivesse um propósito, um objectivo... algum dever em ser percebido ou compreendido por quem tropeça neste cantinho.

É, confesso, tenho medo do meu blog. E isso é um grande disparate!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Óptimista... porque sim!

Se dúvidar, prossigo na mesma!

 

Tenho dois caminhos para avançar.

Tenho um objectivo para alcançar.

Ainda assim, não tenho nada para saber escolher...

Importa saber de onde vimos, para saber avançar?

 

Inverta-se a equação:

 

Tenho um objectivo para alcançar.

Tenho dois caminhos para avançar.

Agora não tenho nada para dúvidar....

De onde vim, importa?

 

As vicissitudes da vida não são coerentes com o antes, antes são adaptáveis com o depois.

Optimismo é partir do agora para diante. Considere-se o agora e o depois.

O antes (?)... será um backup de percurso.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Sonho Vs Sorte

 
 
Se o que queremos não precisamos...  e o que precisamos, adiamos... faz sentido ter consciência?

 

De que vale sonhar, se não é reflexo do nosso ser?

 

Egoístas! Singulares! Unos!

Somos o que somos, porém optamos ser o que queremos ser.

Não questionamos o suficiente para ter real noção do que somos aos olhos de... do... nosso reflexo!

 

eco!






SONETO XXXI

Fujo de mi, quando me não precato
Sem querer outra vez me acho comigo,
Tenho-me por suspeito e inimigo,
E comigo perpétua guerra trato.

Entrando em mi destruo, prendo e mato,
Mas eu quando me vejo em tal pirigo
Contra mi me levanto e me persigo
A ferro e sangue, sem querer contrato.

Por mi tenho os sentidos, que me acodem;
A razão co'a vontade e co'a memória
Sustentam contra mi outro partido.

Ai civil guerra sem despojo e glória,
Onde os que podem mais contra si podem,
Onde o que é vencedor fica vencido.

Vasco Mousinho de Quevedo




Sonhar cansa. Ouvir dizer que sonhar e agarrar os sonhos é uma luta à qual não podemos ceder... apenas serve ao ego de outros.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Peço desculpa... e não é para justificar nada!

Não gosto de dar justificações. Considero-as inúteis e autênticas perdas de tempo. Por uma questão de princípio sou adepto da noção de responsabilidade e integridade.
As justificações sugerem ser meras tentativas de reposição de uma verdade/realidade cuja interpretação é relativa, ou seja alheia aos poderes e interesses de quem as dá.
Tentar é pouco, é muito pouco.
A acção justificar parece ser antagónica à noção de responsabilidade. Ou mantemos uma posição credível e firme, ou perdemo-nos por argumentos relativos na esperança de obter a mesma posição credível e firme. Tão complicado de alcançar senão mesmo impossível. Isto é: ou temos credibilidade ou dizemos que temos credibilidade.
Justificações fundamentadas com factos concretos e não prováveis aceito como extensão de uma noção de responsabilidade e visão razoável para o que se pretende, porém não deixa de ser relativo, quando a interpretação da acção está sujeita a terceiros e só a estes.

Assumir a responsabilidade é mais fácil de dizer que aplicado à prática. Mas será mesmo? Um erro é um erro. Não é algo definitivo. O senso comum devia ser peremptório na sugestão em que um erro assumido pode ser corrigido e que um erro ignorado não. Infelizmente tal não parece ser verdade.
Diria que, porque a mentalidade obedece a padrões sociais, estes deseducam o senso comum. Ou pelo menos não educam. O resultado é a disparidade entre o que se diz e ou que se faz ouvir. A credibilidade dificilmente é sustentável quando há um receio omisso, face às vicissitudes adversas dos vários exemplos que a vida apresenta sem pré-aviso. A falta de senso, a falta de um juízo de valores, a falta de integridade faz dos princípios uma anedota. Por conseguinte, é absurdamente, tolerável que alguém não assuma determinados erros: ou porque não se justifica; ou porque são erros menores; ou porque se tem medo;... ou porque os ignora.
Perante uma pessoa assim, o justificar é igual a zero. Se eu não sei o que é chover, vou compreender que há chuva? Claro que não! E isso faz de mim um idiota? Claro que sim!... mas para quem observa, parece que não.

Faz sentido haver justificações?
O justificar, ou não, é devido a quem nos merece respeito. E merecer não é o mesmo que dever, concluo.

Tal como eu, no fundo, acho que as pessoas, não percebem a diferença entre o justificar e o assumir de um erro... tal como eu!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Momento

Luar! Momento!

do Lat. momentu

      s. m.,
            espaço pequeníssimo de tempo;
            ápice;
            instante;
            tempo ou ocasião em que alguma coisa se faz ou acontece;
            ocasião azada;
            lance;
            conjuntura;
            valor;
            importância;


Sendo apologista de querer viver o momento, ultimamente e a par das experiências que tenho passado, reparo que a noção de momento, do presente, do agora, está muito em alta. Muitos defendem a necessidade de abstracção do tempo e que se aproveite o momento. Não falo do Carpe Diem muito próprio da adolescência, mas sim do viver a vida.
Esquecer o passado e evitar a projecção do futuro.

É aqui que começa a minha percepção da realidade. O momento não existe. O momento é um misto entre o minuto seguinte(3) e o minuto anterior(1), mas nunca o minuto que acontece(2).
Infelizmente não sei observar o momento como devia. Por uma razão muito simples, porque quando me apercebo do momento e o procuro sentir ou procuro saber o que sinto, será sempre em função do passado ignorando o que se segue. Ou então, penso no que se segue e ignoro o passado. Isto parece-me completamente errado.

Para se aproveitar o momento, digo eu, a forma mais razoável será tentar sentir o que ainda temos do passado imediato e, em função deste, preparar a recepção para as sensações ou emoções futuras... ignorando o que está a acontecer.

Um beijo.
O momento começa com a sugestão de haver um beijo. Assim que sentimos a sugestão em si, deixamos de estar nesse momento ou parte do momento. Ignoramos esse passado e procuramos o que se segue: O beijo. O momento é falso.
No entender de cada um, a definição de momento será o beijo, mas tudo o que acontece durante, antes e depois são fracções desse momento ou momentos em particular?

O olhar não foi ele um momento? O toque da pele? O sentir do cheiro? A cor dos lábios? Para mim tudo isto são momentos isolados, que construiram outro momento. O beijo.
O que se segue é outra cadeia de momentos, simétricos à forma, mas cadentes na itensidade... O olhar, o toque, o cheiro, o calor, mas tudo como se fosse um fade out.

Descrevi um beijo, mas esta linha de raciocínio transporto para outros pseudo-momentos: Ganhar aposta; Sexo com a melhor amiga, ou com desconhecida, ou com amante, ou em local público, ou em grupo; Festas (mais sexo); Corridas; Promoção; Jantar; Directas; Conhecer gente nova; ouvir aquela música ao vivo; palco...

Só encontro uma razão porque prefiro ignorar o minuto do meio(2), porque sentir envolve interpretação... e eu não quero estragar os meus momentos questionando-os. Interpretando-os. Apenas viver e passar por eles!
Isso mesmo, passar por eles...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Porque confio I

Mentir virtude ou defeito?
Talvez seja bom questionar antes porque é que se mente.
As pessoas mentem porque são egoístas. Mentem sempre em conveniência própria. Em função do seu eu.
É rápido, é fácil, e, quando se tem a ideia que ninguém conseguirá descobrir a verdade, fica uma sensação falsa de segurança... é tudo uma questão de eu, eu e eu.
Se não quero magoar alguém, EU minto.
Se um amigo pedir para mentir, EU minto (porque EU quero agradar o amigo).
Se ela fizer muitas perguntas, EU minto.
Se não quero que me aborreçam, EU minto.
Se quiser algo e for necessário, EU minto!
Etc... etc...

A natureza humana distingue-se pela consciência de si próprio. Mentir é um reflexo dessa condição. É o que nos torna diferentes dos animais irracionais. Temos a capacidade, singular, de mentir quando queremos, não importa se para nos proteger a nós próprios, se para proteger quem nos é próximo, mentimos porque nos convém, a nós e só a nós. É este egoísmo que decide no momento se mentimos ou não. Os animais têm camuflagens que usam por instinto, nós temos a mentira por consciência egoísta.

Como em tudo, há casos e casos. Em alguns deles, a noção exacta da real utilidade da mentira pode revelar-se como um princípio virtuoso. Pode fazer bem à auto-estima, pode, sem dúvida, salvaguardar outras pessoas de desilusões desnecessárias, pode muita coisa... porém não concordo que seja possível identificar como uma virtude. Mentir é o 1º passo para nos enganarmos a nós próprios. Ao mentir mentimos a nós próprios, e isto não é bom. É a tal noção de falsa segurança. Não me parece ser sustentável "crescer" com uma noção errada de confiança, e mentir é o mesmo que não confiar em nós próprios.
Por outro lado, não consigo encarar a mentira, ou a acção de mentir, como um defeito. Saber mentir é uma arte. E a arte de bem mentir não é defeito. Mentir mal e de forma inconsciente pode revelar-se um defeito, mas só nesses casos... de resto não é defeito, é saudável.

Sei que não gosto de mentiras. Sei que não gosto de mentir. Afirmar que não minto, seria mentira, porém afirmar que minto seria tão falso como o contrário. Talvez porque tenha a noção que não sustento mentiras. Gosto de esclarecer e ficar esclarecido. Detesto redundâncias, e as mentiras dão origem a redundâncias... exactamente porque não são sustentáveis, pelo menos ad eternum...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Humildade?!? Para quê?

Se tiver noção do meu valor, do que sou capaz, porque raio hei-de ser humilde? Não gosto de ser humilde! Aliás, não percebo porque havemos de ser humildes!?

Sempre entendi a humildade como uma variante da hipocrisia, e faz-me confusão que seja considerada como uma virtude.

Porque é que, quando é reconhecido o trabalho de alguém, se valoriza a resposta humilde em detrimento da resposta honesta e de auto-reconhecimento? Seria um exercício muito positivo para qualquer um com dúvidas da sua capacidade produtiva, afirmar com segurança que sabe que está de parabéns, e que sabe que o que fez... ficou bem feito! E isto é que é de valor.

Concordo que é mais simpático, armar-se em inocente, agradecer o reconhecimento e ainda alegar que “não foi nada de especial”! Mas se é de facto algo de bom, para quê a humildade? Quem é que se pretende enganar? Só se for o próprio!
Reconhecer o seu mérito, não implica ser-se humilde. A humildade é para quem acha que ficou por baixo e que teve um rasgo de sorte. Por outras palavras é para quem não quer reconhecer os seus feitos. Se tem dúvidas do que conseguiu e duvida do reconhecimento colhido, para isso há a modéstia. Ser-se moderado é uma coisa, ser-se humilde é triste e falso.

Gosto de dizer que sei que o que fiz, ficou bem feito, e de igual modo reconheço que falhei aqui ou ali, e sou modesto o suficiente para afirmar que consigo fazer melhor. Mas não sou dado à humildade. Acusem-me de presunção, mas antes isso que humilde. Sei que sou melhor do que sou, é uma questão de acreditar e fazer, e reconhecer o mérito em mim mesmo.

O meu orgulho pode ser silencioso, mas não cego!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

...o branco...

Cláudia:
As provas de amizade também são misteriosas.

Tu marcas... sem querer, tu marcas.

Obrigado!


Sem querer. Sempre sem querer há vazios.
Chamo-lhe espaço em branco.

Outras vezes, sem querer e sempre sem querer estão preenchidos.
E se também for branco? Faz desse espaço uma mentira?
O que julgamos não é o que sentimos, e dificilmente o que sentimos é o que julgamos... e isso é branco!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

AlfmaniaK: O nome!

Google it: AlfmaniaK

Que se desmistifique o nome, o nick, o AlfmaniaK:
(1996)
Na minha adolescência fui para Londres. Fiquei alojado em casa de britânicos por uma semana, onde teria que experimentar e adoptar os hábitos londrinos. Tudo muito divertido, excepto os limites da língua.
Não havia problemas em comunicar. Sempre fui fluente em Inglês, porém mexia comigo ser tratado por Frank. Segundo eles, Afonso é um nome complicado, mesmo difícil de pronunciar. Como entenderam que a fonética do meu nome sugeria ser nórdico, acharam por bem, tratar-me por Frank. Era mais fácil. Filhos da p…

Claro que me senti incomodado e procuramos uma solução intermédia. Do espanhol Alfonse ao Alf, foi um pulinho de nada. Assim nasceu a primeira expressão deste nome: Alf.
Aliás: Alf, the film maker.
Na altura adorava fazer filmes. Perdia-me em horas de filmagens entre amigos, e outras tantas horas em estúdios da escola a fazer curtas, experiências, etc… literalmente era tratado por: Alf, the film maker.

De regresso a casa, a alcunha Alf, manteve-se. Era tratado por Afonso na generalidade, mas o meu carimbo era Alf. Fiz graffiti, o tag era Alf. Desenhava, a assinatura era Alf. Comecei a ficar preso a este nome, como um subterfúgio do Afonso. Alf era um segundo Afonso, mais íntimo.

Depois veio a internet. O meu primeiro mail não aceitou o Alf. Talvez por ser curto demais ou porque já estava em uso, então comecei a estender o nome. alfmania@mailcity.com; alfmail@clix.pt; alfmaster@... Etc etc etc. Isto marca a origem das pequenas variações do meu nick.
Depois encontrei o mIRC. De início usava o Alfmania. Sempre. Depois surgiu o registo obrigatório. Alfmania já estava registado, portanto procurei novas alternativas.

Como surgiu o “K”…

Confesso que não me recordo ao certo, mas a ideia de maniac, vem dos desenhos animados Animaniacs. Sempre fã de Spielberg, na altura era uma vertente do realizador/produtor nova. Portanto o meu registo começou por um Alfmaniac. Numa questão de dias ou horas, surgiu o K (1999). Gostei da estética conseguida com as maiúsculas:

AlfmaniaK


O percurso deste nome é, hoje em dia, para mim surpreendente. Faz parte de mim. Muito aliado à internet, sinto-me autêntico. Presunção minha? Talvez, mas é a minha identidade.

Identidade. Resume-se tudo a uma questão de identidade. Os nomes parecem moldar-se às pessoas, quando na realidade são estas que se moldam ao seu nome.
Com a internet tenho a ideia que consegui forjar uma imagem de bits e bytes do Afonso que sou. A linha que separa o “Eu” do “Outro Eu” é muito ténue. Sem querer moldei um nome. Não fui eu que cresci com o nome, mas foi o nome que cresceu comigo. Gosto.
AlfmaniaK é tão único e singular como eu sou. É o meu nome. Aqui, é o meu nome.
E o teu nick? Qual é a sua história?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O Eu, o meu Eu e o outro Eu

AlfmaniaK

Sou uma só pessoa. Tal como toda a gente tenho um Eu que, supostamente, é comum em todas as situações. Mas tal não se verifica, dependendo do grupo, do género, da intimidade, do histórico o Eu que me caracteriza parece ser diferente. Poderei definir o diferente como estados de espírito, sendo nuns casos o Eu alegre, o Eu divertido, o Eu conversador, o Eu parvo, o Eu chato, o Eu informático, o Eu, o Eu, o Eu, etc...

Recentemente, num grupo onde prevalece o Eu bem disposto e divertido, verifico que me sinto só. O que sinto não era novo, e coexistia com os vários Eus que identifico, portanto comecei a pensar: Se “sentir-me só” é de facto um estado de espírito, e prevalece sobre os outros, o que são estes últimos senão apenas um reflexo do ambiente em que me encontro? A reflexão levou-me a identificar-me e reconhecer o Eu que há em mim.
Apenas um Eu seria mentira, o normal é dizer-se que há dois... e outros vão mais longe e identificam vários como citei acima. Num processo de simplificação verbal constatei que tenho claramente três Eus. Que coabitam seja em que circunstância for, e com quem quer que seja. Então vejamos a minha identidade, e que qualquer um possui em traços semelhantes:

O Outro Eu
Este será o Eu pelo qual todos avaliam se gostam ou não de mim. É o Eu visto por vocês. Considero que nas relações, este é o Eu pelo qual as pessoas se apaixonam. Ou odeiam.

O Meu Eu
Este é o Eu egoísta. Todos nós somos incondicionalmente egoístas. Da boca para fora podemos ser muita coisa, mas na hora H este é o Eu que manda. Este é o que decide sim ou sopas. É a força interior. O que nos dá pujança e que se está a “cagar” literalmente para o resto.

E finalmente, o Eu
Este é o Eu que nós conhecemos de nós próprios. É este o Eu com que crescemos, vivemos e morremos. Existe num estado oculto, escondemos dos outros este Eu. Alguns lá conseguem vê-lo, diria que esses são as pessoas ditas especiais na vida.

Para distinguir os Eus atribuí-lhes os meus nomes, assim: o Outro Eu é o Afonso que todos conhecem; O Meu Eu será o Ego invejoso, ciumento, e claro está, egoísta; E finalmente o Eu: AlfmaniaK.
Chamo este último de AlfmaniaK porque é com este nome que identifico tudo o que me fez, tudo o que faço porque eu quero. Porque foi assim que cresci e aprendi a pensar, a ver o mundo.

Se me senti só, foi este AlfmaniaK que se sentiu perdido... Ela que, melhor que ninguém, deveria saber lê-lo, saber encontrá-lo, saber falar com ele... abandonou-o. Sinto-me sózinho.
Sou uma pessoa só.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Dormir?



Confesso! Sou um noctívago compulsivo.

Sem querer arranjo sempre mil e uma coisas para fazer. Ou porque prometi, ou porque descobri coisas novas... mas há sempre alguma coisa para fazer ou procurar.
O dia já tem coisas mundanas em excesso, e a casa divide-se por tarefas. Resta-me a noite.

Concluí que o meu período de maior rendimento é depois da meia-noite. Gosto, e perco-me, entre pesquisas na net, leitura de blogs, experiências no PC, conclusão e início de projectos menores, etc... mas sempre pela noite dentro (ou fora).

Adoro a ausência de tudo. De ter o espaço - tempo - eu para mim e só para mim.
Deixo a TV ligada, o silêncio perturba-me. O som escolhido às vezes também. Gosto do acaso sonoro e irrelevante, que a TV apresenta.
Todas as noites, sem excepção, desejo deitar-me cedo. Tal raramente acontece... e quando acontece já são pelos menos 2 ou 3 da madrugada. O normal é deitar-me às 5 para me levantar às 8.
Durmo pouco e as companhias de café agradecem. Mas a realidade é esta: sou noctívago.
Por mais cansado que esteja, sentar frente ao PC, desperta-me. O cérebro ganha uma falsa energia (tal qual as "directas") e opera com uma facilidade e vertigem aguça que não encontro durante o dia.

Aos fins-de-semana durmo. Tenho muitas horas para repor. Por vezes tal não é possível e o organismo ressente-se... o colapso ainda não se deu, mas se um dia acontecer, a noite continuará a ser tal como ela é. E eu estarei lá para ver. Confesso! Sou um noctívago compulsivo.

Gosto da noite em que saio. Onde entro e saio de bares. Onde posso beber, cruzar-me com pessoas, conversar com amigos, flirtar com ela. Mas essa noite é outra noite.
Sou noctívago, porque mesmo não saindo, entro e saio de mundos, cruzo-me com opiniões, converso com leituras, e flirto com ela. Sou um noctívago compulsivo... e ela não gosta nada. Só da parte do flirtar, e eu do nascer do dia...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

...mas porquê?

Porque sim!
Porque se eu quisesse ser inteligente, atraente e mais sedutor teria escolhido ser miúda.

Mas optei por ser feliz!


(hoje apeteceu dizer/escrever isto... há fulanas que me tiram do sério!)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Que se conclua o perfil psicológico!

Estar bem! Apenas isto.

E para saber que estou bem não preciso ter que passar, necessariamente, pelo "estar mal"... regozijo a ver os outros que passam mal. É cruel? Ok! Não faz mal, consigo passar bem com isso. Até porque não sou imune a tudo, e há períodos menos bons, pudera. E se há coisa que gosto, é que se divirtam na mesma.

Sou um puto feliz, e gosto!
Gosto de passar por blogs a negro, onde a escuridão e a solidão (disfarçada por mensagens virtuais) pactuam com a frustração de quem assim o quis.
Gosto de ver a TVI (bendita TVI) onde posso chorar. Lágrimas de euforia histérica! (ou será estética?)
Gosto de ouvir queixas e queixumes. Exercito os ombros, manifestando a minha indeferença perante tais problemas.
Gosto de ler desilusões. Gosto de ver frustrações. Gosto de sentir a outra solidão. A dos outros!

Gosto de estar bem. Gosto que os outros me vejam assim. Ruiiiiim como as cobras!

Infelizmente não consigo. Mas sinto-me tão bem. Sinto-me estupidamente alegre às vezes, estupidamente inútil às vezes, estupidamente melhor... sempre!




Assim é o ego que escreve. Mesmo lá no fundo é assim. Sem vírgulas, sem pausas, sem nada que disfarce. Por fora?

Sou bem pior!

Ass: Ego

sexta-feira, 23 de março de 2007

Eu!

Estava difícil. Mas finalmente chegou!
Quem?
Eu! Nem mais, nem menos. Agora sinto-me satisfeito.

Como é bom aceitar o nosso egoísmo de forma simples e clara. Tenho um blog e fico satisfeito por ter um blog. É! Tenho um blog... pois... um blog...

Porra que isto é mais engraçado do que pensava!!!!