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domingo, 29 de abril de 2007

Somos tão limitados

Parando para observar mais um pouco:
Esta capacidade idiota, de tornar tudo um pouco mais figurativo, estende-se por tudo o que nos rodeia, mas que não tenha informação “multi-canal”.
Se ouvimos um som, colamos-lhe uma cara. Se lemos um livro, colamos-lhe uma voz. Se vemos um filme, colamos-lhe um sentimento. Se lermos um sms, colamos-lhe um tom!!!!

Acho graça à noção limitada de interpretar “texto” através de letras, palavras, conjugações e, finalmente, frases.
Por mais pontuação que se use. Por mais cuidada que seja a estrutura do texto… falta-lhe tacto! Onomatopeias ou interjeições ficam aquém do que se pretende transmitir, porque o cérebro faz a leitura que lhe parece mais credível à data da sua interpretação. O meu cérebro atribui a conotação que eu prefiro dar no momento:
“Epá! E tu a dar-lhe!!”

Reparei nesta capacidade interpretativa pobre, ao observar as sms… e agora ao ler blogs.
O que escrevo é mal ouvido por quem lê… Parece-me! Ou então sou eu que oiço mal o que escrevem. Afinal qual é o tom que se pretende passar quando se escreve? Tão limitados que somos, ao ponto de: com raiva pressionar as teclas – como quem diz, que a mensagem segue com agressividade; ou então a rir e a rir mais um pouco, escrevemos as respostas – como quem diz que a minha resposta vai com ironia e bom humor.
Enfim!... Em ambos os casos, nunca implícito… porém óbvio! Que disparate.
Posso aprofundar a ideia, mas acho que já perceberam!

Parabéns?

Parabéns Interno Feminino!
Não sou adepto de publicidade alheia, mas como este blog, coincide com o meu vício dos blogs... acho que tenho obrigação de o manifestar: Parabéns! Faz hoje um aninho.
Pitas que não são pitas, escrevem o que pitas não escrevem. É bem!

Bolas, é mais difícil escrever a estas horas do que pensava. Enfim... Engraçado seria ter um "making of" do que escrevo. Nunca a tecla Delete fora tão usada num texto.
Felizmente já tenho previamente preparado um novo post, que retirará o destaque do In(F)terno Feminino, muito subtilmente.
Continuação de bom fim-de-semana.

P.S.: A sério, elas merecem... se tivesse na coluna ao lado uma lista de links, este seria obrigatório. Faz-me rir e desesperar. É único.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Sou tão limitado!

Estou a ouvir rádio. Oiço a voz. Gosto do que oiço e sem dar por nada já estou a colar uma cara no locutor.
É mais forte do que eu. Sem qualquer referência precisa, a minha mente antecipa-se e faz uma projecção da voz numa cara inventada (claramente sugerida pelo meu dia-a-dia) …ou vice-versa.
Dependendo do timbre, lá se encaixa um bigode ou não. Se for grave, atribui-se-lhe peso. Se houver dislexia no discurso, uns ares de tiques complementam o cenário. Acredito que não sou o único a fazer isto. Todos nós recolhemos pormenores do dia-a-dia, e quando a informação figurativa é omissa… a nossa mente no seu melhor, lá faz o seu trabalhinho.
O que me surpreende é esta capacidade idiota de interpretar a voz com juízos mal definidos e consequentemente errados. Ou seja, o tal locutor discursa ou opina algo mais “inteligente”… e o que o cérebro faz? Decide que o locutor tem óculos. (falo em mim na 3ª pessoa, eu sou o cérebro | hehehehe!)
Óculos para quê?!?!?!?

quarta-feira, 25 de abril de 2007

I guess this calls for a sexy party!

I guess this calls for a sexy party!

I guess this calls for a sexy party!

...e viva o 25 de Abril - sempre!
(acho que já nem soa bem dizer a data sem o "sempre" a seguir. Enfim, coisas minhas)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Vertical de quem não lê!

Assim, flutuando sob olhares e palavras, te escrevo o que não lês,
mar cheio ou oceano infinito, ondas altas ou baixas. são nossas
ontem, hoje e sempre. namoro contigo porque sim, para que fos-
-se assim!... vem ler. adoro o que te dei e o que
tive. o que me deste e que tiveste. caminho de tantas formas,
e cada curva, mal dada ou bem feita será sempre para a frente.

Como posso fazer sentir o calor que já sabes que deves sentir,
aumentar o que já tens, que já perdeste e que já ganhaste?
tens porque tens. Dou porque dou. Mimo-te porque sim. Hoje ou
antes, depois ou ontem continuarás a perceber o que quero para ti.
rir chorar tocar minar acender suar saborear extasiar explodir e assim
imortalizar. Para que o nunca seja sempre e o sempre seja
nunca.
afonso


O que não faz sentido não merece ser lido... baza!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

O meu big-brother

Quando Orwell escreveu 1984, uma das personagens enigmáticas que se destaca é sem dúvida o Big Brother. Aquele que todos vigia, e por sua vez, que todos adoram.
A capacidade de vigiar só é possível com canais de 2 sentidos. A particularidade desta (Big Brother) é que os canais usados diferem consoante o sentido. Do observador para o observado – Vigia-se. Do Observado para o observador – Adora-se. A assunção passiva do observado é evidente.
Uma investigação rápida sobre esta obra e ficamos a saber que este romance era um aviso para a europa ocidental e mundo, a ser considerado na segunda metade do Séc. XX. (a sombra do comunismo, credo)
O mundo girou, e o conceito mudou. O comunismo fica para trás, e o Big Brother "vira show de tv".

Hoje o conceito de Big Brother está algo mais associado a um controlo coercivo da sociedade, através de meios omissos. Para leigos, é algo simplesmente associado a câmaras de vídeo públicas, utilizadas pelas autoridades de modo a seguirem os nossos passos mais de perto. E isto é o suficiente para assustar muito boa gente com teorias de conspiração, invasão de privacidade, etc etc... venha outro e acrescente um ponto.
Ora, no meu big-brother, o que eu mais receio é este, que já está por toda a parte, e que além de me seguir de perto, segue em tempo real. A comunicação.

Telemóveis. Mails. Telefones. Carros. Cafés. Espaços. Os amigos. A palavra.
Todos os dias, sou seguido e sou seguidor de outros. Todos os dias, a toda a hora alguém sabe onde estou, de onde vim, e para onde vou... até enquanto durmo.
Pensava que a privacidade era algo partilhada, no seu máximo, com o seu parceiro, filhos... e pouco mais. Mas a privacidade que julgava ter, não existe. É um mito.
Qualquer amigo meu, sabe que estou em casa porque falou comigo no MSN, e ao comentar que me vou deitar todos os que se cruzarem com ele, podem ficar a saber para onde vou e donde fui.
Parece obsessivo, mas é desconfortável ter consciência que afinal não estou escondido. Que afinal não tenho um espaço só meu. Que esse espaço é constantemente invadido. E pior, isso acontece, porque eu quero/deixo.
É desconfortável saber que se alguém telefona para casa e não se atende, a mensagem é logo transmitida. «Ele não está em casa. Já saiu.».
Ou alguém ver o carro passar, e reconhece a marca, matrícula o que for. «Olhe, vi agora o AlfmaniaK, passou ali de carro...».
Alguém telefona para o telemóvel, atendes: «Ele está num sítio com barulho. Um bar, talvez!»; não atendes: «Deve estar a conduzir ou num local onde não pode atender»
Sinto-me observado por todos. Julgado por todos. E faço o mesmo a todos.

A maneira como nos observamos fica distorcida diáriamente. Penso que não estou apto a receber tantas informações diferentes sobre a mesma pessoa. A minha imagem dela é distorcida. Faço filmes, crio rótulos e preconceitos. Há quinze anos atrás isto não era possível, ou não era tão fácil. Mas agora…
O mundo por si só já é pequeno, mas estas novas tecnologias da comunicação aliadas à futilidade da nossa essência faz dele um lugar ainda mais pequeno. Será que posso tentar, ou até fingir, que me posso esconder e não revelar mais informação do que a que estou disposto a dar? AlfmaniaK é um escudo que eu tenho. A minha verdadeira identidade não está oculta. Nunca esteve.

Não me queixo. Não posso queixar.
Afinal sou vigiado por todos, e gosto de todos os que me vigiam.

E tu? Deixas que eu te vigie?

terça-feira, 17 de abril de 2007

Elas gostam porque pensam que gostam!!

Síndrome de Peter Pan! Elas gostam e depois fartam-se... mas que raio?!?!? Porque é tão difícil agradar às miúdas?

Se o fulano for íntegro e seguro, elas gostam e depois fartam-se... mas que raio?!?!? Porque é tão difícil agradar às miúdas?

Não haverá um desequilíbrio nos humores femininos uma vez que estamos a presenciar uma passagem do tempo histórica: Emancipação Feminina.

Elas sabem o que querem, ou pensam que sabem?
As premissas são muitas, e a atracção é, em última análise, física/química e muito pouco de mental/consciente. A mistura de conceitos emocionais com descargas de adrenalina e dopamina não é prejudicial nas pseudo-relações que elas julgam querer ter?

Eu diria que elas gostam dos homens porque sim! Mas isto varia com as luas.

sábado, 14 de abril de 2007

E lá vai o dia dos sortudos...

Supostamente um dia dedicado aos acasos menos felizes, confesso que fiquei atónito, com o ridículo do meu episódio.
Como uma vez li numa BD do Pato Donald: “A sorte pode ser cega, mas o azar vê... e muito bem. Está sempre atrás de mim!”

Ora dos inúmeros azares de ontem, saliente-se o seguinte:
Acordei. Não sendo supersticioso, ou melhor, sendo um supersticioso ao contrário decidi não usar boxers para ter mais sorte (desta forma teria 13 peças de roupa vestidas). Porquê descartar os boxers da moda? Não sei!...
O certo é que a asneira foi imediata. Na hora de fechar o fecho éclair das calças, a pilinha, estonteadamente, foi colhida e consideravelmente ferida pelo processo. Ui! Ai! Adiante.

Fora os embaraços diários, devido ao mal-estar da pilinha. Porque é embaraçoso ter olhos furtivos a mirar o constante compor do órgão, porque é embaraçoso tentar fingir que se está bem, quando na realidade é um incómodo gigante que invade o organismo, dado o sangue a ferver que calhou passar pelo perímetro ofendido da dita cuja. Enfim... foi um dia às avessas. O azar, esse não se ficou por aqui.

Fim de tarde.
Para casa que se faz tarde. A minha leal esposa, aguarda-me e com meios espampanantes apresenta uma surpresa: “Querido é hoje!”. Faz-se uma pausa, compõe-se a pilinha e inquiro: “Hoje! Que bom e, já agora, o quê?”
Gosto de ser surpreendido. Bom, gosto muito de ser surpreendido. Mas num dia destes, as surpresas adivinham-se traiçoeiras.
A leal esposa solta os cordões e abre a caixa (de pandora). “A ‘Sofia’ alinhou. Ela aceita sair hoje connosco”. Cá está! Para contextualizar o que se modelou na minha cabeça: desde há muito que insistia numa experiência a três. A minha esposa, leal esposa, mima-me e gosta de me ver feliz e por conseguinte tudo fez para que eu tivesse o que queria. Liberdades à parte, recordemos o episódio da manhã: pilinha; fecho; dói-dói!
A esta hora do campeonato o palpitar do coração que ritmava assíncrono com o palpitar da pilinha, caiu redondo para esta última. Adiante.

A noite correu bem, e que se faça um forward para o momento X. Em casa e num clima de ousadia tal, o desconforto multiplica-se. Tinha que ser sincero e aceitar: “O que mais quero, hoje não posso ter!” Mas elas não o sabiam e o ‘No turning back point’ já tinha sido ultrapassado. O resultado está à vista, elas não se fazem rogadas, e vamos lá libertar o “macho” que queremos, agarrando as minhas calças!!! Foi neste momento que acordei...

O despertador está a tocar, e é sexta-feira dia 13... dia dos azares. Levanto-me. E sempre com este sonho na cabeça, VISTO uns bonitos boxers. Aperto as calças... e etc. O dia passou-se bem, obrigado!


Toparam? O ridículo está nas calças. As minhas têm botões! Enfim...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

...mas porquê?

Porque sim!
Porque se eu quisesse ser inteligente, atraente e mais sedutor teria escolhido ser miúda.

Mas optei por ser feliz!


(hoje apeteceu dizer/escrever isto... há fulanas que me tiram do sério!)

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Pornografia apresenta o sexo como uma mentira!

E prontos! Tava a ver o Ali G, mais um programa de uma riqueza imedível da TVI quando o argumento “...pornografia (nos filmes) apresenta o sexo como uma mentira!” desnivelou a minha paciência – ou será sapiência? – e caí!

Recomposto de sorrisos amiúde e gargalhadas infelizes após a conclusão do programa, fico na bamba entre ignorar ou balbuciar conjecturas poeirentas. Daí vir parar a este blog tão fresquinho, foi um click. Falta-lhe porcaria! Pois então que venha ela...

A pornografia é das coisas mais sinceras que já vi em qualquer indústria. Caramba! Sou só eu que o vejo assim ou o sexo é de facto algo nojento, e até fácil?

Fluidos viscosos. Salivas mal distribuídas. Dedos pegajosos. Sons duvidosos e mais uns tantos “osos” que não me recordo – talvez por falta de sexo!? – mas o que é certo é que sempre vi o sexo como algo de... hummm, vejamos... asqueroso, face ao que julgamos ser limpo!
No entanto, a pornografia apresenta-se como algo ainda mais nojenta. Ok! Há fetiches para tudo, mas se olharmos para um filme como o “Fim de semana lusitano” o sexo não é muito diferente daquilo. Aliás, não é de todo diferente – tirando a falta de jeito dos protagonistas... e do argumento... e da realização... e dos técnicos de luzes... e... – bom, o filme é peçonhento, mas o sexo pornográfico e o sexo cá de casa pareceram ser muito iguais. Nojentos!

A ideia de que a pornografia apresenta o sexo como uma mentira parece-me ser francamente ousada na sua sugestão, quando o sexo praticado no ninho de cada ave é que é ilusoriamente visto com olhos de doçura e prazer. Porém com os tais “osos” que já mencionei. E bom que é!
Acho que, em vez de encarar a pornografia como algo falso e exagerado seria aconselhável olhar para a mesma mas com olhos de doçura e prazer. Aliás, é o que já é feito face à indústria erótica. Falta-nos visão. Sejamos mais receptivos ao árduo trabalho dos protagonistas.

Será por causa disto que no ninho se faz o amor, e nos filmes porno se faz sexo? É para isto que servem os conceitos? Xiça!