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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Blog

Quando comecei este blog, várias ideias ocorreram para a sua linha de posts e respectiva longevidade.

Inicialmente tinha alguns assuntos que queria vê-los no formato de palavras escritas. Só para perceber a sua consistência ou reconhecer o disparate que seria tê-las pensadas. Paralelamente permitiu inebriar-me na blogosfera com tudo o que ela tem.

A ideia base do meu blog sugeria que não escrevesse periodicamente. Sugeria que não fosse participado. E pressupunha o seu fim em menos de um ano. Todavia, as amizades, as participações, a própria vida da blogosfera levaram a uma publicação mais ou menos intensa no início. Coisa que não gostei, mas não condeno, antes pelo contrário: agradeço. Todavia essa fase de escrever para o blog – e fazer de conta que é para mim – levara a uma relação nova. De repente não me sentia à vontade para o terminar e marcar um ponto final.

O que se pretendia como uma experiência de curto prazo, transformou-se numa expressão minha online. E o seu fim nunca se manifestou.

Até que praticamente deixei de escrever textos para o meu blog. Pior, até deixei de escrever fora do meu blog. Como se de repente escrever fosse uma chatice.

Esta chatice desenvolveu-se sobre interpretações que rejeito. Se havia coisa que não queria era parecer algo. Claro que sempre haverá rótulos, e em nada me preocupa o que se diz ou pensa sobre mim, sobre isto ou sobre aquilo. Mas não gosto de parecer algo, que rejeito ser. Ao que se conclui que não sei como sou, ou que me rejeito a mim próprio. Adiante.

Ainda o blog, ideias para textos têm aparecido. Mas escrever sugeria ser uma chatice. Algo forçado e não natural. A somar a isto, o rumo inicial, o perfil pensado perdera-se! Ficara com uma ponta solta sem saber por ande encetar o novo perfil que o blog assumira ou virá assumir.

O post que servirá de remate está escrito (também porque não quero perder a ideia inicial). Não sei quando e porque motivo o devia publicar. Mas quando penso nisso, apenas concluo que não o quero ver publicado. Conclusão esta que me leva a escrever para o blog. De propósito. Assumidamente para o blog. E se não for natural, tanto pior!

Agora que se defina o blog a si.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Copyrigth?




Não concordo com a mensagem final. Demasiado parcial e reducionista sobre tudo o que o debate, em si, abarca.... mas não posso deixar de me sentir cúmplice com o objecto que move a causa!

Caso para dizer: Go Pirates!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

E postar directamente da cabeça?

Ando cá a imaginar a viabilidade de postar a partir do discurso directo. Isto é: gravar e transcrever o aúdio. Naturalmente, antevejo alguns ajustes, mas estou curioso em ver o que sai.
Como manipular a extensão. Se a percepção lida, é igual à ouvida... enfim.
Bom, para todos os efeitos, serviu para aqui vir espreitar!


(parece que já não tenho visitas... isto promete!)
:))

domingo, 18 de janeiro de 2009

Talvez porque

Seria bom ter uma ferramenta de discurso directo para a escrita. Aborrece-me pensar em temas, construi-los na mente, oralizá-los quando questionado... e não ter pachorra para o escrever.
Este post, é um excelente exemplo disto.

Para cada linha que escrevo, outras 5 ficaram de fora. A catapulta de ideias não permite o registo de todas as frases, não garante uma conjugação de raciocínios, não me deixa escrever.
(só no parágrafo anterior perdi:
- a ideia de que um argumento com origem no nada, evolui para vários argumentos diferentes;
- a ideia de que construir mentalmente é mais fácil, porque não consigo visualizar todas as ideias em simultâneo;
- a ideia de que escrever um raciocínio não é igual a pensar racionalmente;
- a ideia de que catapulta é igual a pensamentos atropelados;
etc...)


Então para quê escrever?
Porque gosto, porque é giro, porque posso, porque acho que devo escrever, porque tudo e mais alguma coisa... e que em última análise em nada responde ao porquê de escrever!



Mas, tenho em mim, que talvez porque a melhor forma de triar ideias... é passá-las à escrita!
...e assim faz sentido, tudo o que pensei/disse/escrevi... e se faz sentido, fico satisfeito... e se fico satisfeito por escrever: eis porque escrevo!!

Pronto, agora sei porque escrevi!


(e pensava eu que era para encher o blog... pois!)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Black Hole

Black hole




Esta é daquelas coisas, que lamento não ter imaginado antes!





.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Se eu morresse hoje...

Se eu morresse hoje, provavelmente estaria sentado. Seria como uma lágrima que se recusa a brilhar. Sei que a minha ausência seria notada, de forma leve e sobreira, mas notada... declarava guerra à dor que seria sentida, e rogaria para que o tempo voltasse atrás. Não para te recuperar, mas para te libertar. Recuaria até ao princípio e, sabendo tudo o que vivêramos, relegava-te a um novo destino, só para que não me visses partir.
Não ficaria arrependido dos momentos bons que te havia prometido e que ficaram por te conhecer, mas...
Não seria o último dos teus desejos, e não seria menos feliz por isso, mas...
Não te deixava más memórias, apenas boas, mas...
Não me esqueceria do teu sorriso, de manhã... à tarde... à noite... e enquanto adormecias nos meus braços, mas...
Não seria o senhor do castelo que sonhaste, o guardião que te cobriu, o herói que te salva, mas...
...libertar-te-ia de mim, antes de me conheceres.

Prefiro ser eu a carregar a dor de todos os “mas” que agoiro, para que tu não sentisses a minha ausência.
E juro! Juro que não te cobrava um único momento que ficou por passar.
Deste-me tanto, e eu recebi.
Dei-te e recebeste, sem questionar.
Agora; se eu morresse, a lágrima que recusa brilhar não te quero dar. Por favor recusa a lágrima, porque eu não vou conseguir retê-la...

Se eu morresse hoje, provavelmente estaria sentado. Seria como uma lágrima que se recusa a brilhar, contigo a meu lado à espera desse brilho.
Amo-te demais, e não te condeno por seres igual.


Respondi ao desafio da Mau Feitio, e agradeço a ela a oportunidade de escrever este texto...

sábado, 18 de outubro de 2008

Afinal somos o que somos ou nem por isso?

Tenho em mim crer que as pessoas se desvalorizam! Independentemente do contexto, em menor ou maior escala, as pessoas desvalorizam-se.
Tentamos fazer crer que somos o que somos através de acções, palavras o que for... mas raramente através de convicções. Pelo menos verdadeiras... e pessoais, ou personalizadas.
Com isto pretendo definir aqueles que se revelam com um espírito idóneo de ser próximo ou empático com os que o rodeiam. Ou seja: as suas convicções são orientadas na perspectiva dos outros e não da sua... ainda que, em última análise, seja do seu interesse, logo, justificação de ser entendido como uma convicção pessoal, a verdade é que os princípios são em primeiro lugar pessoais e só depois colectivos. Portanto, defender por princípio algo que é útil aos outros (ei. como defender igualdade) é reflexo de uma pretensão inferior.

Em suma, e porque julgo que não me fiz entender, a fragilidade da nossa personalidade é a base da mentira, da inveja, da desconfiança e afins. Porque temos em baixa conta a nossa pessoa, somos aptos a mentir (esconder), invejar (cobiçar), desconfiar (duvidar dos outros)... mais curioso é este último do desconfiar, porque consiste em duvidar de outro comparativamente à nossa perspectiva. Se eu desconfio que alguém mente, estou a comparar inevitavelmente com a minha noção ou capacidade de mentir... e como sou um fulano que consegue mentir, que tem receios e segredos, faço disso alvo no outro! Em suma... convivo com um eu fraco e medíocre!

Curiosamente não acho que é mau ter noção que nos desvalorizamos, pois isso serve de motor para tentarmos ser melhores, ou seja para ocultarmos esta fragilidade. Porém não deixamos de o ser, porque se nos tivessemos em conta de forma exclusivamente positiva, seriamos uns incapazes em evoluir.
Outra razão para não achar mau EU ter noção disto assim, é que tenho a vantagem de acreditar que aquele que está perante mim irá, no fundo, comparar-se de forma inferior a mim... e,claro, vice versa. Mas eu funciono com isso em mente, e o outro?

A prova disto é que poucos são, aqueles que defendem um princípio pessoal que seja de carácter moral e egoísta. Sublinhe-se o moral e egoísta, pois isto choca com a liberdade alheia... e é antagónico ser-se moralmente egoísta! Penso eu de que!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia dos idiotas

 

 Since 1997...

 

Idiota! Sou um idiota!

Porquê? Talvez tu tenhas a resposta. Eu só tenho a pergunta. As perguntas, aliás!

E tu(?) és a resposta!

Sou um idiota?! Sim! Porque sim, porque quero, porque tens esse efeito em mim.

O controlo das emoções é controverso. Porque se quero compreendê-las, tu não deixas. És sinónimo da razão que desconheço. És força, és água, és ar.

O meu eu move-se. Mas não é autónomo. Precisa de força.

De água, ar, tudo. Tudo o que tu és. Precisa de tudo o que tu me dás. Não te exijo nem mais um pedaço de ti. Receio não aguentar!

A tua presença é superior ao alinhamento dos astros num equinócio de verão.

Qual lua. Qual sol. O universo és tu!

Reduzes-me à insignificância do meu eu.

Tão grande que és.

Para mim, claro!

Para mim, é certo.

Só para mim felizmente…

O meu conceito de amor és tu.

Neste dia, ao contrário de outros idiotas… tu tens um idiota autêntico que te adora.

Sabes isso… eu também!

sábado, 17 de novembro de 2007

Tão limitados, tão pequeninos, tão... iguais!

...e tu imaginas até onde?

Criatividade.

Procuro ser criativo. Neste momento, por motivos diversos, tenho uma necessidade urgente em conseguir meter a imaginação a trabalhar a todo o vapor - ou suor!

Isto serviu para recordar algo que já tinha pensado antes: a imaginação tem limite?

 

Claro que sim. A nossa imaginação está condicionada pelo nosso universo pessoal. Por tudo aquilo a que somos conscientes.

O facto de sermos inteligentes - ou racionais - ilude sugerindo que a imaginação, quando fértil, é ilimitada. O mix resultante dos vários elementos, ou fracções destes, que estão acessíveis à nossa consciência, parecem apresentar universos novos. Completamente novos e nunca antes imaginados.

Posto isto, concluiria que a imaginação deveria ser infinita, dadas as milhares de combinações possíveis. Até porque à medida que criamos elementos fictícios, estes passam a servir de matéria de fusão para criar novos universos. também imaginados. E isto parece-me criar um círculo infinito.

 

Não contente, e convencido que a imaginação é limitada, a partir da conclusão anterior tentei exercitar a imaginação com um método muito simples, para ver o que se esgotava primeiro: A imaginação ou a paciência de imaginar.

O exercício simples era o seguinte: imaginar o futuro. Sem limites, sem regras... imaginar o futuro continuamente. Começando por imaginar naves, colónias espaciais, etc... cheguei a um limite em que não sabia que mais inventar. De forma a dar continuidade à imaginação, verifiquei que, a conclusão anterior, em vez de resultar num círculo criativo infinito, resulta num ciclo.

A imaginação deixa de criar, e repete-se compulsivamente.

Compulsivamente!

 

Experimenta:

1º Imagina o futuro (naturalmente será um pouco em função da ficção já existente: espaço, naves, etc)

2 Continua a imaginar o futuro desse futuro... (talvez contacto com novas vidas, novos modelos governativos aplicado a universos)

3º Futuro do anterior? (Descoberta de universos paralelos?)

4º Destruição, holocausto, fim ?

5º Renovação da criação do universo... reinício da vida na terra...?

6º Homem, ou outro ser (mas estupidamente similar no processo evolutivo)

7º E daqui para a frente posso continuar a inventar, porém já em repetição da minha consciência... e tu?

 

Concluo que somos muito mais limitados do que julgamos. Mas quem é que o reconhece? No meio disto apenas pergunto, qual era o truque de fulanos como Da Vinci ou Júlio Verne?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

La Bella BelliZZima

Fiz uma mariquice para o meu hi5 e achei que estava tão bonito que não resisti em partilhá-lo aqui também... ora, portanto, aqui fica um verdadeiro disparate, completamente inútil e que gosto de chamar La Bella BelliZZima!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

BombayTV Vs AlfmaniaK




Lá está... é óbvio que tenho que voltar a encher este blog com posts massudos... pelo menos aprendi que quantidade não é qualidade. Por mais engraçado que seja!!!!

Quiz Pearl Jam




Ora cá está mais uma parcela de mim, ou outro post que pouco ou nada faz por este blog. Em todo o caso, revela um pouco de mim! Sim, gosto de Pearl Jam, e muito!
Já fui mais fã... agora não me dou muito com tendências musicais, no entanto, tropeçar, neste quiz e verificar que o tema Alive é o que me identifica melhor, deixa-me satisfeito. Poderia ser outra qualquer, julgo que não me importava... mas esta caiu bem. É como um... sinto-me vivo!

Enfim... mediocridades da internet. Adiante e que se observe o lado postivo do post:
Até pareço um blogger a sério ;)

sábado, 8 de setembro de 2007

Quiz Cinema



Aqui está o resultado dos bilhetes de cinema custarem o que custam... enfim!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Alguém aí?



Segundos, minutos, horas, dias, semanas, tempo e mais tempo...
Pergunto-me se alguém lê e relê o que não é alterado! Aliás, pergunto-me se alguém lê?
Alguém?!

Então... ao contrário do último "episódio", proponho que se comente com um simples "Alguém!". Com isso saberei para onde ir...
...pois, tá certo!! Como se isso fosse verdade!
Enfim, que se...







Voltei!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

AlfmaniaK: O nome!

Google it: AlfmaniaK

Que se desmistifique o nome, o nick, o AlfmaniaK:
(1996)
Na minha adolescência fui para Londres. Fiquei alojado em casa de britânicos por uma semana, onde teria que experimentar e adoptar os hábitos londrinos. Tudo muito divertido, excepto os limites da língua.
Não havia problemas em comunicar. Sempre fui fluente em Inglês, porém mexia comigo ser tratado por Frank. Segundo eles, Afonso é um nome complicado, mesmo difícil de pronunciar. Como entenderam que a fonética do meu nome sugeria ser nórdico, acharam por bem, tratar-me por Frank. Era mais fácil. Filhos da p…

Claro que me senti incomodado e procuramos uma solução intermédia. Do espanhol Alfonse ao Alf, foi um pulinho de nada. Assim nasceu a primeira expressão deste nome: Alf.
Aliás: Alf, the film maker.
Na altura adorava fazer filmes. Perdia-me em horas de filmagens entre amigos, e outras tantas horas em estúdios da escola a fazer curtas, experiências, etc… literalmente era tratado por: Alf, the film maker.

De regresso a casa, a alcunha Alf, manteve-se. Era tratado por Afonso na generalidade, mas o meu carimbo era Alf. Fiz graffiti, o tag era Alf. Desenhava, a assinatura era Alf. Comecei a ficar preso a este nome, como um subterfúgio do Afonso. Alf era um segundo Afonso, mais íntimo.

Depois veio a internet. O meu primeiro mail não aceitou o Alf. Talvez por ser curto demais ou porque já estava em uso, então comecei a estender o nome. alfmania@mailcity.com; alfmail@clix.pt; alfmaster@... Etc etc etc. Isto marca a origem das pequenas variações do meu nick.
Depois encontrei o mIRC. De início usava o Alfmania. Sempre. Depois surgiu o registo obrigatório. Alfmania já estava registado, portanto procurei novas alternativas.

Como surgiu o “K”…

Confesso que não me recordo ao certo, mas a ideia de maniac, vem dos desenhos animados Animaniacs. Sempre fã de Spielberg, na altura era uma vertente do realizador/produtor nova. Portanto o meu registo começou por um Alfmaniac. Numa questão de dias ou horas, surgiu o K (1999). Gostei da estética conseguida com as maiúsculas:

AlfmaniaK


O percurso deste nome é, hoje em dia, para mim surpreendente. Faz parte de mim. Muito aliado à internet, sinto-me autêntico. Presunção minha? Talvez, mas é a minha identidade.

Identidade. Resume-se tudo a uma questão de identidade. Os nomes parecem moldar-se às pessoas, quando na realidade são estas que se moldam ao seu nome.
Com a internet tenho a ideia que consegui forjar uma imagem de bits e bytes do Afonso que sou. A linha que separa o “Eu” do “Outro Eu” é muito ténue. Sem querer moldei um nome. Não fui eu que cresci com o nome, mas foi o nome que cresceu comigo. Gosto.
AlfmaniaK é tão único e singular como eu sou. É o meu nome. Aqui, é o meu nome.
E o teu nick? Qual é a sua história?

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Parabéns a MIM



Hoje é dia de festa!
Como um puto alegre fico feliz quando este dia chega. Já não são as prendas, nem a festa em si. São as pessoas, que sensíveis ou não à data e à pessoa, gostam e, no fundo, não custa nada dar os parabéns. É sentir-me reconhecido apenas por existir. Poderia descrever o que sinto, o que penso que sinto e mais alguma coisa, mas o que me interessa, na realidade, é ouvir: Parabéns Afonso.

Sem mas nem meio mas. Sem avaliações, sem julgamentos, sem necessidade de causa-efeito. Faço anos, e estou de parabéns. São 28 longos anos que outrora pareceram passar devagar, agora parece ter sido num ápice.

Não me vou alongar. Quero ouvir e ler esses parabéns. Deixo sempre um espaço reservado no meu blog original para esse efeito, e agora convido os bloggers que conheci deste lado da web para darem um salto até lá, e em uníssuno com outros amigos da vida real... Desejar um feliz aniversário. Dar um Parabéns, a este puto alegre que sou eu.

Deixa um comentário ou então vai só espreitar ao meu MSN Space


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Adenda:
Agora já podem deixar aqui comentários... obrigado!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O Eu, o meu Eu e o outro Eu

AlfmaniaK

Sou uma só pessoa. Tal como toda a gente tenho um Eu que, supostamente, é comum em todas as situações. Mas tal não se verifica, dependendo do grupo, do género, da intimidade, do histórico o Eu que me caracteriza parece ser diferente. Poderei definir o diferente como estados de espírito, sendo nuns casos o Eu alegre, o Eu divertido, o Eu conversador, o Eu parvo, o Eu chato, o Eu informático, o Eu, o Eu, o Eu, etc...

Recentemente, num grupo onde prevalece o Eu bem disposto e divertido, verifico que me sinto só. O que sinto não era novo, e coexistia com os vários Eus que identifico, portanto comecei a pensar: Se “sentir-me só” é de facto um estado de espírito, e prevalece sobre os outros, o que são estes últimos senão apenas um reflexo do ambiente em que me encontro? A reflexão levou-me a identificar-me e reconhecer o Eu que há em mim.
Apenas um Eu seria mentira, o normal é dizer-se que há dois... e outros vão mais longe e identificam vários como citei acima. Num processo de simplificação verbal constatei que tenho claramente três Eus. Que coabitam seja em que circunstância for, e com quem quer que seja. Então vejamos a minha identidade, e que qualquer um possui em traços semelhantes:

O Outro Eu
Este será o Eu pelo qual todos avaliam se gostam ou não de mim. É o Eu visto por vocês. Considero que nas relações, este é o Eu pelo qual as pessoas se apaixonam. Ou odeiam.

O Meu Eu
Este é o Eu egoísta. Todos nós somos incondicionalmente egoístas. Da boca para fora podemos ser muita coisa, mas na hora H este é o Eu que manda. Este é o que decide sim ou sopas. É a força interior. O que nos dá pujança e que se está a “cagar” literalmente para o resto.

E finalmente, o Eu
Este é o Eu que nós conhecemos de nós próprios. É este o Eu com que crescemos, vivemos e morremos. Existe num estado oculto, escondemos dos outros este Eu. Alguns lá conseguem vê-lo, diria que esses são as pessoas ditas especiais na vida.

Para distinguir os Eus atribuí-lhes os meus nomes, assim: o Outro Eu é o Afonso que todos conhecem; O Meu Eu será o Ego invejoso, ciumento, e claro está, egoísta; E finalmente o Eu: AlfmaniaK.
Chamo este último de AlfmaniaK porque é com este nome que identifico tudo o que me fez, tudo o que faço porque eu quero. Porque foi assim que cresci e aprendi a pensar, a ver o mundo.

Se me senti só, foi este AlfmaniaK que se sentiu perdido... Ela que, melhor que ninguém, deveria saber lê-lo, saber encontrá-lo, saber falar com ele... abandonou-o. Sinto-me sózinho.
Sou uma pessoa só.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Balanço astrológico de Maio

Balanço:
vide post

«Carta dominante: VII O CARRO»
Ora começa muito bem. 7. O número sete é um número pelo qual sinto um carinho muito especial... Não vale a pena falar de bola, porque nada tem a ver com frutos que jogam. Gosto do número e para a semana esclareço o porquê. Mas até aqui as previsões parecem claramente referir-se à minha pessoa. Estou crente.

«O Carro marca um mês positivo e de progressos.»
Para ser sincero o carro portou-se bem.

«Gémeos não tem, em Maio, a vida facilitada mas revela uma grande capacidade de luta e sentido de vitória que, aliás, poderão surpreendê-lo até a si próprio.»
Não me senti surpreendido... ainda! Mas nunca se sabe. Vitórias? Se houve, souberam a pouco.
O resto confere. Vida pouco facilitada, mas se não estou em erro, os meses anteriores foram tal e qual.

«Até ao dia 11 vai sentir necessidade de redescobrir o seu mundo interior. Está a carregar baterias e a digerir certas situações. Certifique-se que dispõe do tempo necessário sozinho para sentir em paz e em sossego. A ligação a uma pessoa criativa vai ser importante no ponto de vista profissional.»
Necessidade não houve, mas seria muito bom que assim fosse. Digeri muita coisa e profissionalmente não vi nada de novo.

«Depois do dia 11 vai começar uma nova fase de liderança e será uma boa altura para comunicar e para viajar. Vai expressar-se melhor do que nunca e novas portas vão abrir-se. As pessoas vão ouvi-lo e tudo o que você diga vai ter grande impacto. Este é um bom período para o plano intelectual. Será bom aliar-se a um parceiro forte com quem consiga trabalhar.»
Mau? Inside? Isto confere? Digam de vossa justiça.
Gostei do “bom período para o plano intelectual”, o post caro que o diga.

«Sentimentalmente Gémeos apresenta algumas fragilidades este mês. Há assuntos que Gémeos tem mesmo de resolver, de nada valerá adiar, fechar os olhos ou dar mais tempo.
Se está numa relação haverá bastante motivação e atracção. Se tiver alguém em mente, o dia 22 é excelente para causar boa impressão. Poderá, contudo, haver alguma confusão lá para o fim do mês e terá que fazer uma escolha decisiva. Tal significa despedir-se de algo do passado ou fazer uma mudança radical no seu estilo de vida.»

Bom, esta parte é um caso evidente em que me sinto compelido a aceitar como verdade. Até parece matemática. Como é que uma expressão tão vasta se enquadra perfeitamente na realidade. Dia 22 fui desafiado. Se, porventura, quisesse causar boa impressão, aceitar o desafio seria meio caminho andado. Fico impressionado com a precisão da data. Mais ainda quando conjugado com a frase seguinte que, assumindo como consequência da anterior, tudo bate certo... assustadoramente certo. Até parece que o divórcio paira no ar só por causa desse desafio... porra! Podia prosseguir com este devaneio, mas seria inútil.

«No campo profissional Maio é um mês de boas evoluções e também de importantes decisões; Gémeos poderá ser confrontado com opções profissionais e o critério de escolha deve ser o sonho. Este mês conseguirá gerir a vida económica com grande lucidez.»
Evoluções?!?!
Bom, profissionalmente não vi nada de novo. E opções? Nem vê-las... os sonhos não vieram ao de cima, portanto aqui a Maya espalhou-se ao comprido.

«Na saúde as suas energias estão ascendentes embora sujeitas a picos de maior intensidade. A saúde é aliás, este mês, uma das âncoras de Gémeos que, dadas as suas fortes energias e optimismo vedará a entrada a doenças.»
Os picos senti-os muito bem. No dentista, a anestesia não perdoou e das 3 vezes que levei com ela, a cara inchou!

«Ligações mais protegidas com: Gémeos, Balança e Aquário»
Não faço a mais pálida ideia qual o signo dos meus guarda costas...

Bom, em jeito de balanço, o mês de Maio passou-se bem. Isto dos horóscopos é divertido... mas não sou muito dado a estas coisas. A sugestão dos mesmos é chata. Se acreditar neles, condiciono a minha atitude inconscientemente. Não gosto.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Se puxar muito... rebenta!

E foi isso mesmo que aconteceu. Um puxou. Outro duvidou. E elas rebentaram com isto tudo...
A última vez que parti um elástico, além do barulho, aleijei-me. E sem mais questionar, julgo que também me arrisco a aleijar-me com:




"Aleijar"... gosto da palavra... acho que vou opinar sobre o puxar do elástico de uma tanga por trás, umas dizem que gostam, outras que adoram. A ver vamos!

Um post caro!

Escrever?
Almejo ortografar um post caro. Assaz mente caro. Cujo valor faça-se tão elevado que não exista desconhecido à celsitude exigida e com um ónus satisfatório para o parafrasear.

Aferir que não é inteligível sustenta a onerosidade do móbil, pois da panóplia de artes que arguto para hiperbolizar o post, nenhum o opulenta ao que solicito: conteúdo.

Talvez seja coeso da minha individualidade procrastinar e com expectativa arrostar um melhor meio de o engrandecer... ou talvez não!
Com um dicionário de sinónimos, alguma eupatia e asseveração das palavras, altero vocábulos abundantes por termos caros. Sim, parece-me que o post d’antes ordinário se aduz com uma magnificência singular.

Se esta compostura não dimanar como aquilato, posso, sempre declarar que o seu preço é de 500 mil euros. Isto deve enaltecer o seu conteúdo, dê por onde der.
E tu? Preocupas-te com a riqueza de conteúdo do teu blog?