Criatividade.
Procuro ser criativo. Neste momento, por motivos diversos, tenho uma necessidade urgente em conseguir meter a imaginação a trabalhar a todo o vapor - ou suor!
Isto serviu para recordar algo que já tinha pensado antes: a imaginação tem limite?
Claro que sim. A nossa imaginação está condicionada pelo nosso universo pessoal. Por tudo aquilo a que somos conscientes.
O facto de sermos inteligentes - ou racionais - ilude sugerindo que a imaginação, quando fértil, é ilimitada. O mix resultante dos vários elementos, ou fracções destes, que estão acessíveis à nossa consciência, parecem apresentar universos novos. Completamente novos e nunca antes imaginados.
Posto isto, concluiria que a imaginação deveria ser infinita, dadas as milhares de combinações possíveis. Até porque à medida que criamos elementos fictícios, estes passam a servir de matéria de fusão para criar novos universos. também imaginados. E isto parece-me criar um círculo infinito.
Não contente, e convencido que a imaginação é limitada, a partir da conclusão anterior tentei exercitar a imaginação com um método muito simples, para ver o que se esgotava primeiro: A imaginação ou a paciência de imaginar.
O exercício simples era o seguinte: imaginar o futuro. Sem limites, sem regras... imaginar o futuro continuamente. Começando por imaginar naves, colónias espaciais, etc... cheguei a um limite em que não sabia que mais inventar. De forma a dar continuidade à imaginação, verifiquei que, a conclusão anterior, em vez de resultar num círculo criativo infinito, resulta num ciclo.
A imaginação deixa de criar, e repete-se compulsivamente.
Compulsivamente!
Experimenta:
1º Imagina o futuro (naturalmente será um pouco em função da ficção já existente: espaço, naves, etc)
2 Continua a imaginar o futuro desse futuro... (talvez contacto com novas vidas, novos modelos governativos aplicado a universos)
3º Futuro do anterior? (Descoberta de universos paralelos?)
4º Destruição, holocausto, fim ?
5º Renovação da criação do universo... reinício da vida na terra...?
6º Homem, ou outro ser (mas estupidamente similar no processo evolutivo)
7º E daqui para a frente posso continuar a inventar, porém já em repetição da minha consciência... e tu?
Concluo que somos muito mais limitados do que julgamos. Mas quem é que o reconhece? No meio disto apenas pergunto, qual era o truque de fulanos como Da Vinci ou Júlio Verne?