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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Prova Final

Prova Final from Produções STAR on Vimeo.



Pedro é vítima acidental de um triângulo amoroso entre uma mulher que mantém uma relação secreta com um aluno do seu marido.

[Curta metragem produzida no âmbito académico para a disciplina de Produção Audiovisual do 2º ano na ESART/IPCB.]

Maria (Rita Pereira) envolve-se com João (Afonso Fontão), um dos alunos do seu marido, professor Ricardo (António Romão), criando um triângulo amoroso perigoso para ela e para João. Pedro (Jorge Coelho), também aluno e colega de João é arrastado para este jogo como testemunha acidental. João e Ricardo são instrumentos da mesma mulher que usa o aluno para fugir ao marido. Um thriller vertiginoso onde a audácia é premiada e a inocência condenada, graças à mente de Paulo (Ricardo Amorim).

PRODUÇÕES STAR e ESART/IPCB apresentam | uma PRODUÇÃO STAR | um filme de RICARDO AMORIM "PROVA FINAL" ANA RITA PEREIRA JORGE COELHO com ANTÓNIO ROMÃO AFONSO FONTÃO e RICARDO AMORIM produção executiva ANTÓNIO ROMÃO produzido por AFONSO FONTÃO direcção de fotografia TIAGO MOURA grafismo por SORAIA DUARTE direcção de som ANTÓNIO ROMÃO música de THOMAS NEWMAN screenplay AFONSO FONTÃO RICARDO AMORIM ANTÓNIO ROMÃO TIAGO MOURA SORAIA DUARTE história e realização RICARDO AMORIM edição AFONSO FONTÃO supervisão ISABEL MARCOS

sábado, 21 de novembro de 2009

Tens razão.

Têm razão. Lá na sua razão, eles têm razão.

Há uma realidade. Por mais que nos desdobremos em interpretações, dificilmente conseguimos realidades diferentes. Ainda assim, de uma forma ou de outra, lá somos levados a crer que há mais realidades.
Não quero, com isto, dizer que não tenhamos noção que só há uma realidade, mas que as pessoas perdem-se na interpretação dessa realidade. E digo interpretação, porque ninguém está apto a conhecer a realidade no seu todo. Ninguém.
A forma como concebemos a realidade baseia-se num processo muito simples de interpretação, que tem origem na percepção daquilo que nos envolve. É natural e parece-me razoável que assim seja. Se conseguíssemos absorver todos os eventos da realidade no seu todo, o mais certo seria dar-se um colapso cerebral. Por uma razão muito simples. A união de todas as pontas soltas, seria tão incoerente que dificilmente conseguiríamos compreender como esse "todo" se conjuga. O certo é que de facto os eventos sucedem-se, alguns como efeito, outros como causa... e outros(?) como qualquer coisa que gostávamos de perceber.
A capacidade de percepção não garante respostas, e tentar compreender ou justificar tudo é, no mínimo, abusivo.

Cada qual tem uma percepção da realidade envolvente e é daqui que interpretam o resto da realidade. Tudo o resto que nos chega de forma não empírica está sujeita à percepção da realidade que nos é próxima. A partir daqui facilmente se conclui que as hipóteses são mais que muitas.
As consequências é que quando confrontados com interpretações diferentes, tendemos a ser sensíveis. Ora se a "realidade" é por si só uma interpretação, a somar a isto uma interpretação que proteja a sensibilidade alheia, resulta numa deturpação tão aguda do todo que, confesso, me assusta.
As pessoas acabam por acreditar no lado mais irreal, mais fantástico, mais romanceado daquilo que é simples.

Sou franco nas minhas opiniões, e custa-me recorrer a eufemismos, ou tomadas de posição só porque alguém acredita que as coisas são diferentes. Não tenho dúvidas que as coisas possam ser vistas de forma diferente, que a percepção e respectiva interpretação seja completamente díspar da minha. Mas a realidade não deixa de ser uma.
E se a forma como interpreto a minha percepção da minha realidade custa a engolir, tanto pior. O tempo dirá se me enganei ou se vai doer ainda mais aos outros. (oxalá que não)
Recuso-me ser falso em detrimento da minha realidade, da minha experiência.

domingo, 7 de junho de 2009

Parabéns a mim!

Gosto de receber os parabéns. Gosto de lembrar a toda a gente que faço anos. Aliás... gosto de chatear, até ter a certeza que toda a gente saiba que faço anos. Porquê?

Não é, necessariamente, porque quero ou gosto de ser o centro de atenções, ou porque preciso de sentir o reconhecimento de que estou cá por mais um ano, que faço e aconteço, ou para me sentir especial.
Gosto de todas estas sensações, é certo, mas não são elas que me movem...

No meu aniversário, gosto e quero que me dêem os parabéns porque é o único "obrigado" que tenho, sem nada ter feito... só porque sou eu! Só porque sim.
O dia em si, nada tem de especial. Muitos outros o celebram de forma igual ou parecida, como eu o faço. Para muitos outros, é só mais um dia no calendário e para outros tantos, nem terão a noção que este dia passou, mas para mim é o dia em que alguém diz "Parabéns" a mim...
E porquê? Que é que foi feito? O que é que fiz?

Nada!

Apenas sou eu... e isso é muita coisa!
E sei isto! E sei que estou de parabéns!
E quantos mais souberem que estou de parabéns... menos vou "precisar" do reconhecimento do que farei amanhã, menos vou "ter" necessidade de me sentir especial amanhã, menos "terei" que ser o centro de atenções amanhã... e, em suma, menos estarei dependente dos valores dos outros amanhã. E assim conservo a minha liberdade!

Amanhã, o que se disser de mim pouco importa. Hoje... também não, e mesmo assim dizem: parabéns a mim!


Ego

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um complemento

Mais um complemento ao estudo do perfil de cada um! Neste caso, será um complemento ao meu perfil...
Portanto, cá vai disto:






Fiquei convencido. PIM!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pois... não gosto de ler!

Leio pouco*. Sempre o disse e não tenho qualquer complexo sobre as consequências de tal assumpção, até porque considero importante ser considerado um fulano com uma escrita cuidada.
Recordo que durante os anos de escola, nunca tive sucesso a português, mas tal nunca foi motivo para não escrever... para expressar ideias, ideais ou teorias bacocas com uma escrita cuidada.
Por outro lado, confesso que por vezes lamento não ler mais.
No meio disto tudo, apenas observo um detalhe que gosto. Orgulho-me de conseguir enumerar todos os livros que li.
Ora então vejamos o que li, que possa ser entendido como literário:
(acredito que a ordem cronólogica é esta)

1 livro da série "uma aventura"
Frei Luís de Sousa
Salteadores da Arca Perdida
O arranca corações
A casa dos Budas ditosos
O Mundo de Sofia
Peregrinação Interior Vol. I - Reflexões sobre Deus
Evangelho segundo Jesus Cristo
Código Da Vinci



...e "prontos"! Cá está o manancial de volumes em que investi tempo na sua apreciação. É de facto motivo de orgulho. As únicas pessoas que conheci e conseguem ditar-me todos os livros que leram, são crianças do primário!
Mas não sou um bicho raro, muitos há por aí que leram tanto como eu, e faço parte desse grupo. Se sabia ler, não era só legendas em filmes e afins, também li as séries completas do Astérix, Lucky Luke e Tintim (eu mereço um Magalhães), e li muitos Patinhas e Mickeys!
Bolas, como gosto do que li e leio!
E tu lês? Ou fazes de conta?


* No fundo, não gosto de ler... é mais isso que outra coisa qualquer!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ego do dia!

Hoje no meu ofício tive um dia bom!

Fui eficaz. Constatei que estive e estou à altura das expectativas para corresponder de forma bem positiva ao que me é exigido.
O que faço, não é o que queria. Sei disso. Por conseguinte, nem coloco a questão se gosto ou desgosto do que faço. Interessa-me saber que sou bom no que faço e como o faço. Acima de tudo, gosto de ter a noção que fui melhor que ontem!

 

O pior desta sensação, aparentemente boa, é que acaba por ser detestável porque o que faço não me interessa...

...em todo o caso, estive bem no meu ofício!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Disparates

 

Pronto, confesso, tenho medo do meu blog.

Ao fim de um ano, tenho medo dele. Tenho medo de publicar o que escrevo.

Porquê? Porque alguém lê! Tão simples como isso. Agora que passou um ano desde que comecei este blog, confesso que sinto-me menos confortável em escrever aqui.

É um disparate, pois isto é um reflexo da minha falta de auto-estima, muito provavelmente associada a uma fase da vida qualquer, mas acredito que disparate maior, seria publicar coisas disparatadas. Pois assumo de ante-mão que ninguém vai perceber ou compreender o que pretendo dizer com o que penso.

Pior que isto, é considerar a remota hipótese de que o, que quer que escrevesse aqui, tivesse um propósito, um objectivo... algum dever em ser percebido ou compreendido por quem tropeça neste cantinho.

É, confesso, tenho medo do meu blog. E isso é um grande disparate!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia dos idiotas

 

 Since 1997...

 

Idiota! Sou um idiota!

Porquê? Talvez tu tenhas a resposta. Eu só tenho a pergunta. As perguntas, aliás!

E tu(?) és a resposta!

Sou um idiota?! Sim! Porque sim, porque quero, porque tens esse efeito em mim.

O controlo das emoções é controverso. Porque se quero compreendê-las, tu não deixas. És sinónimo da razão que desconheço. És força, és água, és ar.

O meu eu move-se. Mas não é autónomo. Precisa de força.

De água, ar, tudo. Tudo o que tu és. Precisa de tudo o que tu me dás. Não te exijo nem mais um pedaço de ti. Receio não aguentar!

A tua presença é superior ao alinhamento dos astros num equinócio de verão.

Qual lua. Qual sol. O universo és tu!

Reduzes-me à insignificância do meu eu.

Tão grande que és.

Para mim, claro!

Para mim, é certo.

Só para mim felizmente…

O meu conceito de amor és tu.

Neste dia, ao contrário de outros idiotas… tu tens um idiota autêntico que te adora.

Sabes isso… eu também!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Óptimista... porque sim!

Se dúvidar, prossigo na mesma!

 

Tenho dois caminhos para avançar.

Tenho um objectivo para alcançar.

Ainda assim, não tenho nada para saber escolher...

Importa saber de onde vimos, para saber avançar?

 

Inverta-se a equação:

 

Tenho um objectivo para alcançar.

Tenho dois caminhos para avançar.

Agora não tenho nada para dúvidar....

De onde vim, importa?

 

As vicissitudes da vida não são coerentes com o antes, antes são adaptáveis com o depois.

Optimismo é partir do agora para diante. Considere-se o agora e o depois.

O antes (?)... será um backup de percurso.

sábado, 17 de novembro de 2007

Tão limitados, tão pequeninos, tão... iguais!

...e tu imaginas até onde?

Criatividade.

Procuro ser criativo. Neste momento, por motivos diversos, tenho uma necessidade urgente em conseguir meter a imaginação a trabalhar a todo o vapor - ou suor!

Isto serviu para recordar algo que já tinha pensado antes: a imaginação tem limite?

 

Claro que sim. A nossa imaginação está condicionada pelo nosso universo pessoal. Por tudo aquilo a que somos conscientes.

O facto de sermos inteligentes - ou racionais - ilude sugerindo que a imaginação, quando fértil, é ilimitada. O mix resultante dos vários elementos, ou fracções destes, que estão acessíveis à nossa consciência, parecem apresentar universos novos. Completamente novos e nunca antes imaginados.

Posto isto, concluiria que a imaginação deveria ser infinita, dadas as milhares de combinações possíveis. Até porque à medida que criamos elementos fictícios, estes passam a servir de matéria de fusão para criar novos universos. também imaginados. E isto parece-me criar um círculo infinito.

 

Não contente, e convencido que a imaginação é limitada, a partir da conclusão anterior tentei exercitar a imaginação com um método muito simples, para ver o que se esgotava primeiro: A imaginação ou a paciência de imaginar.

O exercício simples era o seguinte: imaginar o futuro. Sem limites, sem regras... imaginar o futuro continuamente. Começando por imaginar naves, colónias espaciais, etc... cheguei a um limite em que não sabia que mais inventar. De forma a dar continuidade à imaginação, verifiquei que, a conclusão anterior, em vez de resultar num círculo criativo infinito, resulta num ciclo.

A imaginação deixa de criar, e repete-se compulsivamente.

Compulsivamente!

 

Experimenta:

1º Imagina o futuro (naturalmente será um pouco em função da ficção já existente: espaço, naves, etc)

2 Continua a imaginar o futuro desse futuro... (talvez contacto com novas vidas, novos modelos governativos aplicado a universos)

3º Futuro do anterior? (Descoberta de universos paralelos?)

4º Destruição, holocausto, fim ?

5º Renovação da criação do universo... reinício da vida na terra...?

6º Homem, ou outro ser (mas estupidamente similar no processo evolutivo)

7º E daqui para a frente posso continuar a inventar, porém já em repetição da minha consciência... e tu?

 

Concluo que somos muito mais limitados do que julgamos. Mas quem é que o reconhece? No meio disto apenas pergunto, qual era o truque de fulanos como Da Vinci ou Júlio Verne?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Peço desculpa... e não é para justificar nada!

Não gosto de dar justificações. Considero-as inúteis e autênticas perdas de tempo. Por uma questão de princípio sou adepto da noção de responsabilidade e integridade.
As justificações sugerem ser meras tentativas de reposição de uma verdade/realidade cuja interpretação é relativa, ou seja alheia aos poderes e interesses de quem as dá.
Tentar é pouco, é muito pouco.
A acção justificar parece ser antagónica à noção de responsabilidade. Ou mantemos uma posição credível e firme, ou perdemo-nos por argumentos relativos na esperança de obter a mesma posição credível e firme. Tão complicado de alcançar senão mesmo impossível. Isto é: ou temos credibilidade ou dizemos que temos credibilidade.
Justificações fundamentadas com factos concretos e não prováveis aceito como extensão de uma noção de responsabilidade e visão razoável para o que se pretende, porém não deixa de ser relativo, quando a interpretação da acção está sujeita a terceiros e só a estes.

Assumir a responsabilidade é mais fácil de dizer que aplicado à prática. Mas será mesmo? Um erro é um erro. Não é algo definitivo. O senso comum devia ser peremptório na sugestão em que um erro assumido pode ser corrigido e que um erro ignorado não. Infelizmente tal não parece ser verdade.
Diria que, porque a mentalidade obedece a padrões sociais, estes deseducam o senso comum. Ou pelo menos não educam. O resultado é a disparidade entre o que se diz e ou que se faz ouvir. A credibilidade dificilmente é sustentável quando há um receio omisso, face às vicissitudes adversas dos vários exemplos que a vida apresenta sem pré-aviso. A falta de senso, a falta de um juízo de valores, a falta de integridade faz dos princípios uma anedota. Por conseguinte, é absurdamente, tolerável que alguém não assuma determinados erros: ou porque não se justifica; ou porque são erros menores; ou porque se tem medo;... ou porque os ignora.
Perante uma pessoa assim, o justificar é igual a zero. Se eu não sei o que é chover, vou compreender que há chuva? Claro que não! E isso faz de mim um idiota? Claro que sim!... mas para quem observa, parece que não.

Faz sentido haver justificações?
O justificar, ou não, é devido a quem nos merece respeito. E merecer não é o mesmo que dever, concluo.

Tal como eu, no fundo, acho que as pessoas, não percebem a diferença entre o justificar e o assumir de um erro... tal como eu!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Estou Maravilhado!!

Que o cérebro esteja a ser alvo de inúmeros estudos já era sabido. Que estes já revelaram muita conclusão acerca de capacidades hipotéticas também já não era novidade. Daí a apresentarem uma simples imagem para determinar o uso que dás ao cérebro... acho fascinante!!!!

Sei que fico maravilhado com pouco, mas isto atraiu-me. Segundo as instruções (que se seguem mais abaixo) consoante a percepção da rotação da mulher, podes avaliar se usas o lado direito ou esquerdo do cérebro.

i.e.: Se estiver a ler ou for dado às letras então verá a mulher rodar no sentido oposto aos ponteiros. Se estiver a imaginar algo, ou a cantar (?) então a mulher sugere rodar no sentido dos ponteiros....
Está giro!

Não deposito grande credibilidade nisto, mas não deixo de estar fascinado com o raio da imagem.
Pessoalmente, à primeira vez que olhei a imagem pareceu-me rodar no sentido oposto aos ponteiros. Depois, com um pouco de concentração e esforço lá a vi a rodar no sentido correcto (ponteiros)... agora consigo vê-la a rodar no sentido que optar, sem dificuldades. Porra que a imagem está bem conseguida!!!!!




Teste do lado direito do cérebro Vs o lado esquerdo do cérebro... Vês a mulher rodar no sentido dos ponteiros do relógio, ou no sentido contrário destes?

Se vês rodar no sentido dos ponteiros, então usas, com maior frequência o lado direito do cérebro... e vice versa.
A maior parte de nós vê a mulher rodar no sentido oposto aos ponteiros, porém, com alguma concentração é possível observá-la mudar de sentido. Tenta por ti mesmo!

Testing... 1 2 3... Testing!


Sentido oposto aos ponteiros!Sentido dos ponteiros!

FUNÇÕES
DO LADO ESQUERDO
lógico
detalhado
factual
língua e palavra
presente e passado
matemática e ciência
compreende
conhece
aprende
percepção de padrões/lógica
reconhece o nome do objecto
base realista
constrói estratégias
prático
seguro
---
FUNÇÕES
DO LADO DIREITO
emocional
“imagem geral”
imaginativo
símbolos e imagens
presente e futuro
filosofia e religião
entende
acredita
aprecia
percepção espacial
reconhece a função do objecto
base fantasista
apresenta possibilidades
impetuoso (impulsivo)
arriscado

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Desafio EU

Há algum tempo atrás (Maio 2007), fui desafiado pela extinta "Inside Out" para um daqueles desafios que circulam na blogoesfera.
O desafio era qualquer coisa sobre o EU, onde teria que completar uma lista de itens relacionados com o(s) meu(s) eu(s)...
O resultado é a lista que se segue.

Não sendo adepto destas correntes, acabei por não colocar aqui nada relativo ao desafio, porém não deixei de corresponder ao mesmo e deixar no blog da extinta "Inside Out" esta mesma lista, completa.
Hoje tropecei nela e achei curioso como ainda faz sentido... sublinhe-se que muitos destes itens são relativos, e influênciados pelo dia-à-dia.
Enfim e adiante. Aqui fica a minha resposta ao desafio:


  • Eu quero: o que não tenho!
  • Eu tenho: o que não quero!
  • Eu acho: nada. Se tenho dúvidas, esclareço-las na medida do possível.
  • Eu odeio: Mentiras.
  • Eu sinto: Mais do que devia.
  • Eu escuto: Mais do que falo.
  • Eu cheiro: tudo antes de comer. (sou esquisito, confesso)
  • Eu imploro: pouca coisa, quase nada.
  • Eu procuro: saber!
  • Eu arrependo-me: de não ser melhor do que sou!
  • Eu amo: tudo.
  • Eu sinto dor: nos braços.
  • Eu sinto a falta de: silêncio.
  • Eu importo-me: com o que me interessa.
  • Eu sempre: fiz por compreender.
  • Eu não fico: à espera que as coisas aconteçam!
  • Eu acredito: que sou capaz!
  • Eu danço: Com toda a gente.
  • Eu canto: Para os amigos.
  • Eu choro: Para o amigo.
  • Eu falho: Quando tento.
  • Eu luto: pelo que importa.
  • Eu escrevo: Porque sei escrever.
  • Eu ganho: quando jogo bem.
  • Eu perco: em mil e um pensamentos diferentes que inesperadamente ocorrem de forma simultânea na minha cabeça e aparentemente nada interligados uns com os outros.
  • Eu confundo-me: com a ignorância.
  • Eu fico feliz quando: me sorriem.
  • Eu tenho esperança: de um dia ser rico.
  • Eu preciso: de juízo.
  • Eu deveria: ter juízo.



Evidentemente, não vou passar o desafio a ninguém, até porque, quase, todos já o receberam.... mas fica aqui mais uma parte que, em última análise, complementa o post sobre o eu, o meu eu e o outro eu!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

La Bella BelliZZima

Fiz uma mariquice para o meu hi5 e achei que estava tão bonito que não resisti em partilhá-lo aqui também... ora, portanto, aqui fica um verdadeiro disparate, completamente inútil e que gosto de chamar La Bella BelliZZima!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Quiz Pearl Jam




Ora cá está mais uma parcela de mim, ou outro post que pouco ou nada faz por este blog. Em todo o caso, revela um pouco de mim! Sim, gosto de Pearl Jam, e muito!
Já fui mais fã... agora não me dou muito com tendências musicais, no entanto, tropeçar, neste quiz e verificar que o tema Alive é o que me identifica melhor, deixa-me satisfeito. Poderia ser outra qualquer, julgo que não me importava... mas esta caiu bem. É como um... sinto-me vivo!

Enfim... mediocridades da internet. Adiante e que se observe o lado postivo do post:
Até pareço um blogger a sério ;)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Porque confio III

A relação entre o Outro eu com os outros tem algo de muito curioso: A reciprocidade.
A mímica é natural. É inato. E inconsciente!
Se sorrir recebo um sorriso de volta. É assim tão simples. Voluntário ou não, tudo o que é bom terá, regra geral, uma resposta agradável. Claro que isto depende da empatia envolvente, mas uma não depende exclusivamente da outra. Ou seja, a resposta não depende só da empatia.

A consciência de si permite brincar com isto. A reciprocidade tem truque... e em vez de pensar no bom, gosto de reparar no mau. Se alguém assume um comportamento negativo? A resposta é necessariamente negativa?
Com ou sem empatia, a negatividade na comunicação tem dois caminhos a seguir: ou sobe até explodir ou, face a uma resposta bem disposta, anula-se.
A questão de fundo que coloco é: Quem é reciproco a quem?
A importância disto permite compreender onde começa o truque.

Se eu mentir, é natural concluir que estou sujeito levar com falsas verdades. Talvez a obsessão seja minha. Talvez!
Não gosto que me mintam, por conseguinte, não minto. Não gosto de segredos, não gosto de ocultar o que é objectivo ou de importância relevante para mim. Com a reciprocidade, observo que consigo manter verdades. Se for verdadeiro, terei a verdade como resposta.
Sinto-me bem por saber que não vivo em realidades paralelas.

... é talvez por isto que confio! Odeio a mentira. Odeio a desconfiança. A partir do momento em que assumo as minhas responsabilidades, em que respondo por elas sem medo, não tolero que sejam diferentes em relação a mim. E isto faz de mim a pessoa mais idiota à face da terra. Eu sei que sou. Felizmente tenho noção desta parte, apenas custa ter noção do outro lado da verdade: A falsa verdade.
A reciprocidade é curiosa. E então... Porque confio?



Confio porque sou ingénuo!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Momento

Luar! Momento!

do Lat. momentu

      s. m.,
            espaço pequeníssimo de tempo;
            ápice;
            instante;
            tempo ou ocasião em que alguma coisa se faz ou acontece;
            ocasião azada;
            lance;
            conjuntura;
            valor;
            importância;


Sendo apologista de querer viver o momento, ultimamente e a par das experiências que tenho passado, reparo que a noção de momento, do presente, do agora, está muito em alta. Muitos defendem a necessidade de abstracção do tempo e que se aproveite o momento. Não falo do Carpe Diem muito próprio da adolescência, mas sim do viver a vida.
Esquecer o passado e evitar a projecção do futuro.

É aqui que começa a minha percepção da realidade. O momento não existe. O momento é um misto entre o minuto seguinte(3) e o minuto anterior(1), mas nunca o minuto que acontece(2).
Infelizmente não sei observar o momento como devia. Por uma razão muito simples, porque quando me apercebo do momento e o procuro sentir ou procuro saber o que sinto, será sempre em função do passado ignorando o que se segue. Ou então, penso no que se segue e ignoro o passado. Isto parece-me completamente errado.

Para se aproveitar o momento, digo eu, a forma mais razoável será tentar sentir o que ainda temos do passado imediato e, em função deste, preparar a recepção para as sensações ou emoções futuras... ignorando o que está a acontecer.

Um beijo.
O momento começa com a sugestão de haver um beijo. Assim que sentimos a sugestão em si, deixamos de estar nesse momento ou parte do momento. Ignoramos esse passado e procuramos o que se segue: O beijo. O momento é falso.
No entender de cada um, a definição de momento será o beijo, mas tudo o que acontece durante, antes e depois são fracções desse momento ou momentos em particular?

O olhar não foi ele um momento? O toque da pele? O sentir do cheiro? A cor dos lábios? Para mim tudo isto são momentos isolados, que construiram outro momento. O beijo.
O que se segue é outra cadeia de momentos, simétricos à forma, mas cadentes na itensidade... O olhar, o toque, o cheiro, o calor, mas tudo como se fosse um fade out.

Descrevi um beijo, mas esta linha de raciocínio transporto para outros pseudo-momentos: Ganhar aposta; Sexo com a melhor amiga, ou com desconhecida, ou com amante, ou em local público, ou em grupo; Festas (mais sexo); Corridas; Promoção; Jantar; Directas; Conhecer gente nova; ouvir aquela música ao vivo; palco...

Só encontro uma razão porque prefiro ignorar o minuto do meio(2), porque sentir envolve interpretação... e eu não quero estragar os meus momentos questionando-os. Interpretando-os. Apenas viver e passar por eles!
Isso mesmo, passar por eles...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Porque confio II

A sinceridade pressupõe a verdade. Mas uma mentira pode ela também ser sincera, e assim, quando é que é mentira, e não é verdade?
Regresso à estáca zero e pergunto-me, depois de tentar perceber porque se mente, afinal o que é uma mentira?
Mentira é uma realidade paralela.

Se considerar que há uma realidade e que esta é a verdade absoluta, a mentira será o paralelo cujo infinito (ponto de convergência) será o mentiroso. Vou fazer isto de forma figurativa:
Imaginemos uma linha de tempo contínua. Imaginemos duas pessoas: Eu e o mentiroso. Ambos estamos na mesma linha de tempo. Esta será a verdade absoluta.
Agora imaginemos um ponto X a meio da linha dada. Neste ponto estou eu e o mentiroso. Será o presente, a linha que está antes é o passado, e a que continua, evidentemente, o futuro.
As mentiras são sempre sobre algo que aconteceu ou que devia ter acontecido, por outras palavras, é sempre sobre o passado, portanto o paralelo é desenhado no passado. Imaginemos uma linha paralela com o passado, e a sua convergência será com o ponto X.
Esta linha de tempo, é para todos os efeitos, uma realidade. A partir do momento em que se mente, obtemos uma linha de tempo falsa, mas nada impede que exista (se não pudesse existir, a mentira não faria sequer sentido).
O mentiroso é o ponto de convergência, só ele tem noção de ambas as linhas de tempo. Eu permaneço na mesma linha de tempo, mas o mentiroso terá que perspectivar ambas as linhas de tempo de modo a sustentar a 2ª parte da linha. O futuro.
Eu estou confortável, o mentiroso não.

Portanto a mentira é uma realidade que não aconteceu, porém realidade.
Se eu omitir alguma coisa, é mentira? sim e não!
Não, porque não criei uma segunda realidade, apenas optei por não expor a minha linha de tempo. Já se alguém perguntar algo em concreto e mesmo assim omitir uma parcela, estou a criar uma segunda linha de tempo, no qual não existe essa parcela, e aqui já é mentira. Em todo o caso, é muito relativo. Convém haver objectividade para determinar se é ou não mentira, e como não pretendo ser entendido no assunto, prefiro optar por é mentira. Talvez porque se suspeito de algo, sou objectivo, pergunto até à exaustão para saber até que ponto a omissão se deve a uma parcela ou a um todo, em si, inocente...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Porque confio I

Mentir virtude ou defeito?
Talvez seja bom questionar antes porque é que se mente.
As pessoas mentem porque são egoístas. Mentem sempre em conveniência própria. Em função do seu eu.
É rápido, é fácil, e, quando se tem a ideia que ninguém conseguirá descobrir a verdade, fica uma sensação falsa de segurança... é tudo uma questão de eu, eu e eu.
Se não quero magoar alguém, EU minto.
Se um amigo pedir para mentir, EU minto (porque EU quero agradar o amigo).
Se ela fizer muitas perguntas, EU minto.
Se não quero que me aborreçam, EU minto.
Se quiser algo e for necessário, EU minto!
Etc... etc...

A natureza humana distingue-se pela consciência de si próprio. Mentir é um reflexo dessa condição. É o que nos torna diferentes dos animais irracionais. Temos a capacidade, singular, de mentir quando queremos, não importa se para nos proteger a nós próprios, se para proteger quem nos é próximo, mentimos porque nos convém, a nós e só a nós. É este egoísmo que decide no momento se mentimos ou não. Os animais têm camuflagens que usam por instinto, nós temos a mentira por consciência egoísta.

Como em tudo, há casos e casos. Em alguns deles, a noção exacta da real utilidade da mentira pode revelar-se como um princípio virtuoso. Pode fazer bem à auto-estima, pode, sem dúvida, salvaguardar outras pessoas de desilusões desnecessárias, pode muita coisa... porém não concordo que seja possível identificar como uma virtude. Mentir é o 1º passo para nos enganarmos a nós próprios. Ao mentir mentimos a nós próprios, e isto não é bom. É a tal noção de falsa segurança. Não me parece ser sustentável "crescer" com uma noção errada de confiança, e mentir é o mesmo que não confiar em nós próprios.
Por outro lado, não consigo encarar a mentira, ou a acção de mentir, como um defeito. Saber mentir é uma arte. E a arte de bem mentir não é defeito. Mentir mal e de forma inconsciente pode revelar-se um defeito, mas só nesses casos... de resto não é defeito, é saudável.

Sei que não gosto de mentiras. Sei que não gosto de mentir. Afirmar que não minto, seria mentira, porém afirmar que minto seria tão falso como o contrário. Talvez porque tenha a noção que não sustento mentiras. Gosto de esclarecer e ficar esclarecido. Detesto redundâncias, e as mentiras dão origem a redundâncias... exactamente porque não são sustentáveis, pelo menos ad eternum...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Humildade?!? Para quê?

Se tiver noção do meu valor, do que sou capaz, porque raio hei-de ser humilde? Não gosto de ser humilde! Aliás, não percebo porque havemos de ser humildes!?

Sempre entendi a humildade como uma variante da hipocrisia, e faz-me confusão que seja considerada como uma virtude.

Porque é que, quando é reconhecido o trabalho de alguém, se valoriza a resposta humilde em detrimento da resposta honesta e de auto-reconhecimento? Seria um exercício muito positivo para qualquer um com dúvidas da sua capacidade produtiva, afirmar com segurança que sabe que está de parabéns, e que sabe que o que fez... ficou bem feito! E isto é que é de valor.

Concordo que é mais simpático, armar-se em inocente, agradecer o reconhecimento e ainda alegar que “não foi nada de especial”! Mas se é de facto algo de bom, para quê a humildade? Quem é que se pretende enganar? Só se for o próprio!
Reconhecer o seu mérito, não implica ser-se humilde. A humildade é para quem acha que ficou por baixo e que teve um rasgo de sorte. Por outras palavras é para quem não quer reconhecer os seus feitos. Se tem dúvidas do que conseguiu e duvida do reconhecimento colhido, para isso há a modéstia. Ser-se moderado é uma coisa, ser-se humilde é triste e falso.

Gosto de dizer que sei que o que fiz, ficou bem feito, e de igual modo reconheço que falhei aqui ou ali, e sou modesto o suficiente para afirmar que consigo fazer melhor. Mas não sou dado à humildade. Acusem-me de presunção, mas antes isso que humilde. Sei que sou melhor do que sou, é uma questão de acreditar e fazer, e reconhecer o mérito em mim mesmo.

O meu orgulho pode ser silencioso, mas não cego!