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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Se eu morresse hoje...

Se eu morresse hoje, provavelmente estaria sentado. Seria como uma lágrima que se recusa a brilhar. Sei que a minha ausência seria notada, de forma leve e sobreira, mas notada... declarava guerra à dor que seria sentida, e rogaria para que o tempo voltasse atrás. Não para te recuperar, mas para te libertar. Recuaria até ao princípio e, sabendo tudo o que vivêramos, relegava-te a um novo destino, só para que não me visses partir.
Não ficaria arrependido dos momentos bons que te havia prometido e que ficaram por te conhecer, mas...
Não seria o último dos teus desejos, e não seria menos feliz por isso, mas...
Não te deixava más memórias, apenas boas, mas...
Não me esqueceria do teu sorriso, de manhã... à tarde... à noite... e enquanto adormecias nos meus braços, mas...
Não seria o senhor do castelo que sonhaste, o guardião que te cobriu, o herói que te salva, mas...
...libertar-te-ia de mim, antes de me conheceres.

Prefiro ser eu a carregar a dor de todos os “mas” que agoiro, para que tu não sentisses a minha ausência.
E juro! Juro que não te cobrava um único momento que ficou por passar.
Deste-me tanto, e eu recebi.
Dei-te e recebeste, sem questionar.
Agora; se eu morresse, a lágrima que recusa brilhar não te quero dar. Por favor recusa a lágrima, porque eu não vou conseguir retê-la...

Se eu morresse hoje, provavelmente estaria sentado. Seria como uma lágrima que se recusa a brilhar, contigo a meu lado à espera desse brilho.
Amo-te demais, e não te condeno por seres igual.


Respondi ao desafio da Mau Feitio, e agradeço a ela a oportunidade de escrever este texto...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia dos idiotas

 

 Since 1997...

 

Idiota! Sou um idiota!

Porquê? Talvez tu tenhas a resposta. Eu só tenho a pergunta. As perguntas, aliás!

E tu(?) és a resposta!

Sou um idiota?! Sim! Porque sim, porque quero, porque tens esse efeito em mim.

O controlo das emoções é controverso. Porque se quero compreendê-las, tu não deixas. És sinónimo da razão que desconheço. És força, és água, és ar.

O meu eu move-se. Mas não é autónomo. Precisa de força.

De água, ar, tudo. Tudo o que tu és. Precisa de tudo o que tu me dás. Não te exijo nem mais um pedaço de ti. Receio não aguentar!

A tua presença é superior ao alinhamento dos astros num equinócio de verão.

Qual lua. Qual sol. O universo és tu!

Reduzes-me à insignificância do meu eu.

Tão grande que és.

Para mim, claro!

Para mim, é certo.

Só para mim felizmente…

O meu conceito de amor és tu.

Neste dia, ao contrário de outros idiotas… tu tens um idiota autêntico que te adora.

Sabes isso… eu também!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O Eu, o meu Eu e o outro Eu

AlfmaniaK

Sou uma só pessoa. Tal como toda a gente tenho um Eu que, supostamente, é comum em todas as situações. Mas tal não se verifica, dependendo do grupo, do género, da intimidade, do histórico o Eu que me caracteriza parece ser diferente. Poderei definir o diferente como estados de espírito, sendo nuns casos o Eu alegre, o Eu divertido, o Eu conversador, o Eu parvo, o Eu chato, o Eu informático, o Eu, o Eu, o Eu, etc...

Recentemente, num grupo onde prevalece o Eu bem disposto e divertido, verifico que me sinto só. O que sinto não era novo, e coexistia com os vários Eus que identifico, portanto comecei a pensar: Se “sentir-me só” é de facto um estado de espírito, e prevalece sobre os outros, o que são estes últimos senão apenas um reflexo do ambiente em que me encontro? A reflexão levou-me a identificar-me e reconhecer o Eu que há em mim.
Apenas um Eu seria mentira, o normal é dizer-se que há dois... e outros vão mais longe e identificam vários como citei acima. Num processo de simplificação verbal constatei que tenho claramente três Eus. Que coabitam seja em que circunstância for, e com quem quer que seja. Então vejamos a minha identidade, e que qualquer um possui em traços semelhantes:

O Outro Eu
Este será o Eu pelo qual todos avaliam se gostam ou não de mim. É o Eu visto por vocês. Considero que nas relações, este é o Eu pelo qual as pessoas se apaixonam. Ou odeiam.

O Meu Eu
Este é o Eu egoísta. Todos nós somos incondicionalmente egoístas. Da boca para fora podemos ser muita coisa, mas na hora H este é o Eu que manda. Este é o que decide sim ou sopas. É a força interior. O que nos dá pujança e que se está a “cagar” literalmente para o resto.

E finalmente, o Eu
Este é o Eu que nós conhecemos de nós próprios. É este o Eu com que crescemos, vivemos e morremos. Existe num estado oculto, escondemos dos outros este Eu. Alguns lá conseguem vê-lo, diria que esses são as pessoas ditas especiais na vida.

Para distinguir os Eus atribuí-lhes os meus nomes, assim: o Outro Eu é o Afonso que todos conhecem; O Meu Eu será o Ego invejoso, ciumento, e claro está, egoísta; E finalmente o Eu: AlfmaniaK.
Chamo este último de AlfmaniaK porque é com este nome que identifico tudo o que me fez, tudo o que faço porque eu quero. Porque foi assim que cresci e aprendi a pensar, a ver o mundo.

Se me senti só, foi este AlfmaniaK que se sentiu perdido... Ela que, melhor que ninguém, deveria saber lê-lo, saber encontrá-lo, saber falar com ele... abandonou-o. Sinto-me sózinho.
Sou uma pessoa só.

sábado, 19 de maio de 2007

Vou mudar!

Acabou-se tudo!
Foi engraçado, mas agora vou mudar. Para o quê? Não sei.
No fundo tenho medo das mudanças. Nunca se sabe se é para melhor ou para pior. Nunca se sabe se é para muito tempo, pouco tempo... ou se é para nada, e para em nada se tornar.

As mudanças são curiosas, despertam a curiosidade do desafio em si, isso gosto. Mas tenho medo. Porque mudo e sem dar por isso, não acontece nada. Fica tudo igual, porém mudo...

...por vezes tenho dúvidas, outras tenho certezas. Vai daí e observo que não saí do mesmo lugar. Enfim...

Acabou-se tudo!